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Tag: ficção científica Page 6 of 11

Svalbard (QUAD) – Diego Sanches

Svalbard é a continuação de um história de criada por Diego Sanches nas três primeiras edições da QUAD.

Não conhece a QUAD? Leia aqui sobre a QUAD#1, QUAD#2 e QUAD#3.

SINOPSE

Em um futuro distópico, algumas naves foram preparadas para serem enviadas ao espaço em missão de colonização para salvar a raça humana. Algumas pessoas foram destacadas para ficar e manter contato com as naves. Entre elas está Jeff, conhecido como um lixeiro que recolhe, troca ou vende o que encontra perdido por ai.

SVALBARD

Antes de começar a falar mais da HQ, vale lembrar que essa história depende da ler as edições anteriores da QUAD, que além da história de Jeff e Rasul, conta mais três histórias nesse mesmo universo compartilhado. E repito, é provavelmente a melhor publicação de quadrinhos de ficção científica brasileira que você vai encontrar por aí.

Jeff está atrás de uma pista, um sinal de rádio, que vem de um remoto território no norte gelado chamado Svalbard. Isso tudo partiu dos acontecimentos em Quad #3, quando ele se encontra com Martha. Agora ele tem a necessidade de descobrir qual foi o destino das Naves-Arca e também, de sua filha.

Rasul, o caçador de recompensas, que vimos na história “Um Jogo de Espelhos” de Eduardo Ferigato (QUAD #2) , e Martha, antiga parceira de Jeff, também vão atrás do mesmo sinal.

Aqui nesse ponto, já conhecemos um pouco melhor o Jeff, seu passado e o fato dele ser um dos “imortais” modificados geneticamente para ter longevidade.

A jornada até Svalbard acaba sendo a parte mais simples. O problema é o que encontram por lá. Os locais não são amistosos e não estão dispostos a colaborar para a investigação de Jeff. Não apenas isso, logo ele vai perceber que sua vida está em risco. (Alto risco!)

Nas histórias de QUAD e em Svalbard, vemos uma humanidade tentando sobreviver um mundo que teve seus recursos esgotados. É uma sociedade que teve que se acostumar a viver na escassez.

Nesse tipo de história vemos os personagens tendo que expressar que realmente são, pois vivem sempre situações extremas. A história agrada bastante e tem desfecho satisfatório, deixando aquele gosto de “quero as continuações”!

A ARTE E O LIVRO

O livro é muito bem-acabado! Tem 92 páginas, tamanho A4 em papel couche 115g/m2 e capa cartonada 350g/m2. Toda arte interna é em tons de cinza e o fato do livro ser no formato A4, ajuda o leitor a ver mais detalhes e proporciona uma divisão de layout com muitos quadros, sem se perderem os detalhes de quada enquadramento.

Os traços do Diego são soltos e orgânicos com as “pinceladas” visíveis… Os personagens são desenhados com algo de caricatural e o acabamento de linhas sombra e luz também é “sujo”, o que funciona muito bem-casado com a ambientação pós-apocaliptica. As cenas de ação são incríveis e mesmo com os traços caricaturais, dão grande sensação de realismo.

Sou fã de carteirinha do universo QUAD, e logo mais vem a resenha de QUAD #4. Fico na torcida para virem mais edições da QUAD ou histórias derivadas como a Svalbard. Totalmente recomendado!

Compre a HQ na Quadcomics:

https://www.quadcomics.com.br/product-page/quad-svalbard

Quad #3

Esse foi outra HQ que deu vontade de voltar a ler quando comecei a fazer a retrospectiva. Leia também as resenhas de Quad #1 e Quad #2

Para quem está chegando, a QUAD é uma publicação da Quadcomics que tem como proposta contar histórias escritas e ilustradas por diferentes autores, mas que compartilham o mesmo universo.

A Espera (Diego Sanches)

Em A Espera, O Chefe, e seus companheiros, os “lixeiros”, são alvo de um bando de caçadores de recompensa. No processo aprendemos que o Chefe é mais “durão” do que parecia ser.

O chefe também visita um bunker para falar com uma velha conhecida, e isso trás revelações surpreendentes sobre seu passado, assim como lhe dá uma nova perspectiva para o futuro.

Como sempre, vemos uma arte belíssima, personagens e vendas expressivas num estilo bem orgânico, com enquadramentos muito competentes em servir à narrativa, incluindo um uso muito bom de onomatopeias que complementam bem a narrativa visual. HQ top!

Adonis (Aluísio Cervelle Santos)

Nosso ciborgue de conversão completa, o policial ESP-TRENT da cidade Domo de Areia, está investigando sua própria origem e vai até o distrito Formigueiro, onde encontra Charlie, um velho conhecido.

Perto do distrito há uma base de uma milícia que é atacada por Zomborgs, Trent segue a pista deixada por eles e descobre um local antigo onde um culto antigo vem se reerguendo e ali há um grande perigo.

A contrução de mundo Aluísio vai ser firmando muito interessante em torno da figura de ESP-TRENT. A narrativa tem um bom visual e vai dando ao leitor mais elementos sobre esse universo compartilhado criado pelos autores da Quad.

Elvis (Eduardo Schaal)

O gato cibernético de Terah foi sequestrado está nas mãos do Gordo, mas dá algum trabalho. Enquanto isso, sua misteriosa comparsa acompanha a movimentação dos Vermitechs.

Algo grande parece estar acontecendo… Será que Terah irá recuperar seu gato? O que será que está por trás da movimentação dos Vermitechs? Esse capítulo deixa muitas perguntas no ar…

A arte de Schaal é muito boa na construção dos cenários e ambientação. As cenas de ação, também são muito bem construídas. A história de fundo conjunta de Quad vai dando sinais de que as coisas irão se conectar ainda mais no futuro.

Aegis (Eduardo Ferigato)

O capitão Lucas e seu imediato, o robô Daniel são resgatados e precisam passar por uma quarentena. Mas então surge uma oportunidade para uma missão na colônia do inóspito planeta Aegis. Ele e uma novata, a Doutora Feld seguem para a missão, mas nem todo ocorre como o planejado.

A arte tem um bom balanço entre simplificações e detalhamento e trabalha bem os contrastes, aproveitando bem a lógica da publicação trabalhar em branco, preto e tons de cinza. Terminamos com a sensação de que mais complicações virão no futuro do capitão Lucas.

Quad é um publicação de alta qualidade com o melhor da ficção científica nacional em quadrinhos!

Compre na loja dos autores: https://www.quadcomics.com.br/

Lançamento! Tempestade de Ficção 2 – vinte contos curtos de ficção científica

Sabia que meu novo livro de contos foi escrito com grande contribuição do acaso? Eu abracei o caos, usei um gerador de palavras aleatórias e a cada conjunto de palavras sorteadas, me vinha o desafio de conseguir escrever um conto de ficção científica! Isso gerou uma variedade de temas e cenários que, talvez, eu nunca pudesse criar!

Está sendo lançado na CCXP 2021, e está à venda! No momento, é o top 3 na categoria contos de FC!

Leia as sinopses dos contos:

A vida daqui a dezoito milhões de anos

Num futuro longínquo, Clara decide aproveitar um corpo físico e surfar nas praias do Rio de Janeiro, mas seu dia de folga poderá trazer surpresas.

Arena matrimonial

A humanidade está em guerra contra a praga. O Coronel Fedro terá que pilotar Aw?n-aye’ye, um gorila mecânico e derrotar um dracomecano para provar pode se casar com a líder distrital, Zuìg?o Ziqui.

As vozes dissonantes do futuro

Num futuro dominado por poucas formas de pensar, a professora Mika Rakasian escreve um artigo poderá afetar as correntes de pensamento dominantes.

Mais atum

A Dra. Nilda vai para uma antiga estação, em Júpiter, para cuidar de Algodão, um gato que é celebridade no sistema solar.

Rebote do inibidor

Durante uma viagem espacial, um defeito no inibidor de emoções acende paixões e ódios, colocando em risco a vida da tripulação.

O Plural

Van Coup é um contrabandista fascinado com antigos filmes de aventura espacial e fez cirurgias para mimetizar um famoso ator. Tudo se complica quando encontram uma espécie alienígena desconhecida.

Pesquisas culinárias

Num futuro próximo, um cybercirurgião cria um esquema que permite a realização de pesquisas culinárias ilegais.

Nunca desisto!

Pedro gostava de pescar e ao assumir um trabalho numa remota colônia espacial, decide pescar a famosa truta-lagosta, uma espécie que não é nem truta e tampouco lagosta.

Minha morte, minha escolha

Clarissa é piloto de caça-espacial. Chegando com sua frota numa difícil batalha, ela segue seus instintos para escolher como morrerá.

Sblorg

Luzia quer salvar a vida de seu marido e precisa enfrentar o Dominador, uma forma de vida alienígena desconhecida, que invadiu a colônia espacial.

Fim de carreira

Jebi é um maranhense e piloto de um interceptador mecanizado criado a partir da tecnologia alienígena. Ele e Sogrinha, uma inteligência artificial de combate, saem para interceptar naves Nartz. Será este o último voo de Jebi?

Um novo dia de um novo tempo

Jessica é uma atriz de Hollywood que carrega um segredo. Sua atuação no seu filme mais novo poderá revelar algo capaz de mudar a ordem mundial.

iMind

Um idoso vive num asilo e conta com uma inteligência artificial para cuidar de seus afazeres e saúde mental. A IA o ajuda a escrever uma carta e vemos um futuro que poderia ser o de qualquer um de nós.

Sou um ser, ou não sou um ser?

Num futuro em que as colônias espaciais não obtêm êxito, a Dra. Luísa Píres é arquiteta de cidades subaquáticas. Ela e a Corvina, uma IA com forma de peixe, fazem uma transmissão. A IA faz piadas que questionam o status quo…

O Case

No futuro, um homem acorda operado e sem os dois rins, como na famosa lenda urbana. Para salvar sua própria pele, deve cometer um assassinato durante um show que poderá redefinir as campanhas de marketing do futuro.

Minotauro

Roberto chega em casa. Seus filhos, viciados em videogames, mal o percebem e sua esposa envia mensagens sem sentido. Durante o jantar vem uma estranha revelação.

Separação

Um casal de alienígenas com o relacionamento em crise tem sua nave abatida. N’jeni faz revelações ao consorte que podem complicar ainda mais a situação deles.

Epidemia

No futuro, a tripulação de um submarino acompanha impotente uma epidemia que se espalha ameaçando exterminar a humanidade. Será que o vírus veio dos estranhos lagartos cujas imagens circulam nas redes sociais?

A princesa e o poeta

No século XXIII, o jovem poeta Wang Li, recebe um convite da princesa Matsumoto, que administra a colônia espacial de Bephis Terceiro. Catástrofes do nosso presente poderão ser inspiração para poetas do futuro?

O berço do transhumanismo

As simulações computacionais poderão alterar radicalmente a vida na Terra? O que aconteceria se a humanidade pudesse criar civilizações em laboratório?

Despertou a curiosidade? Compre o livro: https://amzn.to/3rslFVT

Onde Kombi Alguma Jamais Esteve: O Taura No Fim do Universo – Gilson Luis Da Cunha

Sinopse

Vencedor do Prêmio Argos 2020 de melhor romance. Alfredo tem 80 anos e está agonizando, vítima de câncer, em um quarto de Hospital em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Mas, para esse gaudério de Soledade, a morte não é o fim. Um experimento paranormal, do qual ele participou involuntariamente, mais de quarenta anos antes, será o responsável por sua ressureição, em um corpo clonado por seres extradimensionais conhecidos como grays, que o incumbiram de uma “simples” missão: Salvar a humanidade (e outras espécies) da extinção ou escravidão sob o jugo dos Tarv, uma raça de seres que deseja moldar a evolução à sua imagem e semelhança. Para evitar que isso ocorra, seus mentores o equipam com a mais estranha nave já construída: Sua Kombi 1963, que agora é capaz de viajar mais rápido que a luz, viajar no tempo e cruzar universos paralelos. Eles também o modificaram geneticamente, tornando-o mais forte e inteligente do que qualquer um que já viveu e, virtualmente, imortal. Contudo, talvez isso não seja o bastanteEm uma missão na lendária área 51, Alfredo resgata Otávio Medeiros, também conhecido como Buddy Holly, devido a sua semelhança com o pioneiro do Rock and Roll. As diferenças entre eles não poderiam ser maiores. Otávio é um jovem e sofisticado intelectual urbano. Alfredo, por sua vez, mesmo dotado pelos Grays de vastos conhecimentos, que abrangem desde astrofísica avançada até pérolas de cultura inútil, é, essencialmente, um “índio grosso, mais grosso que dedo destroncado e que adora ser grosso”. Apesar disso e, talvez, por causa disso, os grays incumbem Alfredo e Otávio de investigar tentativas de infiltração Tarv na Terra dos séculos XIX e XX. Agora, ambos precisarão sobreviver a um jogo mortal, engendrado bilhões de anos antes do nascimento da espécie humana. E à vontade de socarem o nariz um do outro…

Genial! É a primeira coisa que você precisa saber sobre esse livro. É ao mesmo tempo sátira e história de ficção científica. Toda trama é permeada pelo humor, metalinguagem e referências. Romance bem construído no qual o autor demonstra um domínio de narrativa semelhante ao que faz Terry Pratchett em sua série Discworld.

O protagonista, Alfredão, é impagável. Tanto ele como seu parceiro, Otávio, são gaúchos advindos de diferentes épocas e trazem para a história toda um perspectiva bem brasileira temperada com o típico linguajar sulista. Para explicar muitas das expressões herméticas do gauchês, e inúmeras referências à cultura pop, o autor faz uso de notas de rodapé bem humoradas que criam um subtexto divertido e informativo. Somam-se ao elenco o veículo de Alfredo: a Kombi – Cremilda -, alienígenas e personagens históricos.

Impressiona bastante, a capacidade do autor para criar de cenas vívidas, na qual o domínio sobre contexto, descrições e diálogos realmente são capazes de fisgar o leitor. Isso fica bem evidente já no início do livro, num momento anterior ao leitor conseguir compreender o que se passa e navegar dentro da trama.

Não é atoa que este livro foi o vencedor do Prêmio Argos 2020 de melhor romance.

Para evitar spoilers, não vale detalhar aspectos da trama, além dos escolhidos para a própria sinopse. Mas vale dizer que, além de uma narrativa divertida, há um aspecto de crítica social muito interessante na obra. É decorrente da inclusão de alguns personagens históricos na trama, que, é claro, envolve viagens no espaço-tempo.

Falando nos elementos da FC, não é por que o estilo da obra baseia-se no humor para construir a trama, que os aspectos de construção de mundo e regras/lógica das extrapolações de leis da física não sejam muito bem construídas. Esse livro é como uma cebola que contém várias camadas que se acomodam para formar um todo cujo objetivo principal é entreter o leitor com uma boa história.

Em resumo, essa obra contém: prosa sólida, elementos brasileiros, um mix de referências às obras da cultura pop, em especial, obras de FC, personagens bem construídos e divertidos, uma trama que leva o leitor para lugares inesperados e até mesmo, uma inusitada cena pós-créditos… Leiam! É um livro genial e divertido!

Link para compra:

Fundação e Império – Isaac Asimov

Seguindo a leitura da triogia Fundação, chegamos ao segundo livro.

Este segundo livro é dividido em duas partes e é menos episódico que o primeiro, ainda assim senti falta de personagens memoráveis ou com os quais me identificar.

É claro que estamos acompanhando uma história que a função de protagonista não está em torno de um personagem, mas sim, de um ideal, a própria Fundação.

Um experimento social de dimensões imensas no espaço e no tempo e que deve cumprir o objetivo de salvar a galáxia da barbárie dentro de um prazo de mil anos.

O livro possui algum suspense, mas a solução, ainda que interessante, não emociona. Por outro lado, não há como negar que as ideias de Asimov são brilhantes. Devemos admirar a maneira que ele introduz questões de ciência, política, economia e guerra na trama. Assim como o primeiro livro, os diálogos e motivações dos personagens remetem mais ao passado que ao futuro, é claro, quase toda obra de FC é um produto de seu tempo, os anos 1950.

Os personagens presentes na trama não são desenvolvidos de modo aprofundado e o leitor precisa se agarrar ao mistério envolvendo o mutante conhecido como Mulo, que põe em risco todo o trabalho idealizado pelo psicohistoriador, Hari Seldon.

Ainda assim, o livro é parte de uma trilogia clássica da FC que depois o autor expandiu para um total de 7 livros. Termina deixando um bom gancho para o próximo livro da série, Segunda Fundação.

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