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Poul Anderson

Poul Anderson

Poul Anderson

Este é o primeiro artigo da série “Must Read” que pretendo escrever pelos próximos anos. Tive a idéia depois de obter o livro 100 Must Read Fantasy Novels de Stephen E. Andrewsand e Nick Rennison. Mas já arrumei algumas outras fontes também e que me servirão de guia de leitura para conhecer melhor o gênero, como The 100 best books de James Cawthorn e Michael Moorcock.

Poul Anderson (1926 – 2001) foi um escritor norte-americano da Era Dourada da ficção científica, mas também escreveu livros de fantasia como a série King of Ys e o livro The Broken Sword. Ele deve ter escrito uma boa centena de livros e recebeu diversos prêmios, como o Hugo (sete vezes!).

O livro recomendado (e que já estou lendo, lá pelos 70%) é The Broken Sword (1954). O autor foi um conhecedor da mitologia nórdica e descendia de dinamarqueses. A história é sobre o conflito de dois povos míticos, Elfos e Trolls, inumanos antigos e brutais em sua natureza. Mais detalhes na resenha, que sai em breve (estou curtindo pacas).

O livro foi reconhecido como influenciador da série Elric de Michael Moorcock e é considerado um marco na história do gênero Espada e Magia (Sword & Sorcery).

Leituras relacionadas:

Poul Anderson:
– Three Hearts and Three Lions
– Hrolf Kraki’s Saga;
– The Merman’s Children
Anônimo
– Beowulf
Michael Moorcock
– The Knight of the Swords (já li, excelente!)

Outros autores desta série de artigos:

Michael Moorcock

A Recompensa dos Guerreiros – Fábio Rezende

A Recompensa dos GuerreirosEstá aqui um livro que me traz alguma dificuldade para traçar uma resenha, mas vamos lá! Bem, mas por que mencionar essa dificuldade ao invés de superá-la e escrever algo que vá “direto ao ponto”? Isso é para expressar minha impressão geral sobre a obra: contrastes. Gostei de vários aspectos e não gostei de outros tantos e desta disputa não emergiram com facilidade vencedores.

É um livro de fantasia daqueles com os tradicionais guerreiros, feiticeiros, exércitos e alguns não humanos como orcs e ogros, quase sem se desviar dos padrões estabelecidos para este gênero. É dividido em duas histórias quase independentes entre si em torno dos irmãos gêmeos Maxam e Millar que sempre estiveram juntos mas que se separam para perseguir destinos e missões diferentes. A história é ambientada num continente que era habitado civilizações humanas e que tinha uma cultura e cultos a deuses próprios e primevos até que foi invadido por uma civilização advinda de ilhas e que era mais avançada culturalmente, técnicamente e também em magia, estes chamados de Ilheus. A vinda dos Ilheus transformou em muito toda realidade, reinos foram criados, poderosas torres úteis aos magos foram construídas e uma nova nobreza se estabeleceu dominando o povo das civilizações cipestres. Assim como vieram sem explicações, a grande maioria dos Ilheus abandonaram o continente após um período de dominação. É bem depois desta época em que a história se desenrola.

Maxam e Millar são filhos (bastardos) de um nobre de sangue Ilhéu chamado Almitar, que é um dos membros da Liga Interna, a “tropa de elite” ligada ao rei de um dos reinos em guerra, Tantrania e Valdaria. A mãe deles, por outro lado, é uma bruxa do povo nativo de forma que os irmãos se posicionam como ponte entre os dois mundos, da elite e do povo. O título da obra vem de um ditado usado pelo pai dos protagonistas que fala da Recompensa dos Guerreiros. Diz que o que um verdadeiro guerreiro pode esperar como recompensa em sua vida é uma boa morte travando um bom combate.

 

Os reinos encontram-se em guerras entre si e Maxam e Millar resolvem abandonar o exército para atender ao pedido de sua mãe para proteger a ela, a irmã mais jovem e todos demais membros de sua vila natal. Seguindo a determinação do Rei, muitas vilas inteiras tiveram que ser deslocadas e para tal, organizaram-se uma série de caravanas. Os irmãos chegam até ao seu antigo lar e tornam-se os encarregados por conduzir as famílias até seu novo local de destino, a cidade de Ástoris. Uma viagem de muitos perigos, mas não o destino final das histórias dos irmãos.

Maxam apaixona-se por uma moça do povo errante, uma virgem prometida à deusa “Santa Virgem” que é capturada como prêmio pelo maligno feiticeiro conhecido como Abutre. É nesse ponto (ainda no início da trama) que os irmãos se separam. Maxam jura resgatar sua amada e vingar-se do feiticeiro enquanto Millar segue com seu dever de conduzir seu povo para um local seguro.

São duas histórias de natureza bem distintas neste livro “dois em um”. A jornada de Maxam vai se delineando como uma daquelas clássicas histórias do mocinho que deve resgatar a donzela em perigo e para tal, precisa enfrentar uma sucessão de perigos. Maxam encontra um companheiro de viagem um duende que lhe presta auxílio mágico, um serzinho adorável, brincalhão e inocente, mas que é também um pouco irritante e chato. O próprio estilo do autor, que em alguns pontos me fez lembrar de antigos heróis de seriados e quadrinhos “unidimensionais” (herói bom, vilão mau, preto no branco) e que neste ponto indicaria um desfecho “clássico”, traz algumas surpresas, o que é um ponto bom no livro. Mas também, um forte contraste, pois o tom sugerido inicialmente é mais leve, de aventuras mais inocentes e se converte em situações bastante sombrias, tornando o livro um pouco desaconselhável para leitores muito jovens.

 

Já a jornada de Millar torna-se uma trama de conspiração política envolvendo um número maior de personagens e situações. Tanto Maxam como Millar, são muito confiantes e até arrogantes o que não fez com que me identificasse muito com eles, o que é compensado pelo desdobramento das conseqüências que sofrem com o decorrer da história e como resultado de suas ações.

Mas vencendo minha indecisão, diria que o livro é bom. É bem escrito, tem uma boa ambientação e tem personagens bem desenvolvidas, apesar de que não consegui me identificar, ou mesmo gostar de nenhum deles. Tá bom, eu abro uma exceção, eu até gostei um pouco do Abutre. Mesmo sem essa identificação direta com os personagens, tanto os dois protagonistas, como os demais personagens de suporte, a trama tinha elementos que impulsionavam a leitura adiante. Talvez isso se deva a uma questão de gosto pessoal e que não bateu muito com o estilo de escrita do autor, mas não necessariamente a ter personagens, situações e ambientação de fraca construção. Ao contrário, a ambientação, eu diria que é o ponto forte do livro, o que nos leva a uma outra questão, ele não encerra definitivamente as histórias, deixando-as em aberto para o desenvolvimento em continuações.

Não consegui achar na internet notícias de continuações da obra do autor, mas espero que surjam. É um livro que já possui algumas boas qualidades considerando-se que é a primeira obra do autor. Penso que é um livro precoce da literatura de fantasia nacional (saiu em 2001 pela Record), e que merece uma reedição, mas talvez dividindo-o em dois volumes. Acho que o livro teria seu potencial de venda aumentado com um pouco de investimento na capa… A capa do livro não condiz com seu conteúdo e tão pouco tem apelo comercial.

E se as novas histórias e continuações não surgirem, fica o valor órfão de A Recompensa dos Guerreiros, que pode ser uma boa leitura para aqueles que curtem o gênero fantasia.

Saiba mais sobre o autor nesta entrevista que concedeu ao Valinor: http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=2471&s=a30df807efaff51f36655f373026a199

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Afinal, o que é Fantasia?

De uns tempos para cá estive pensando sobre quando comecei a escrever, em 1999 e optei a escrever uma série de livros de fantasia, mais especificamente, Alta Fantasia. Mas pensava neles também como Dark Fantasy. E naqueles dias não tinha muitos conhecimentos teóricos sobre literatura, gêneros, etc. De lá para cá, já transitei em outros gêneros e li muita coisa também. Na verdade, só comecei a estudar e ler mais sobre o assunto nos últimos três ou quatro anos. E ainda acho que há muito o que entender e pesquisar.Neste sentido, arranjei alguns livros que penso que me ajudarão nesta empreitada e oportunamente falarei sobre cada um deles. Mas por agora, vou citar o 100 MUST -READ FANTASY NOVELS por Stephen E. Andrews e Nick Rennison. Foi lendo este livro que tive a ideia de começar uma série de posts aqui no blog para esclarecer essas minhas dúvidas sobre gêneros, autores e livros que se encaixam nestes. Além disso pensei que podem ser dúvidas de outros leitores e até de escritores.Acontece que no final deste livro que citei, existe um glossário e enumera alguns termos e gêneros usados no livro e que me pareceram um bom ponto de partida para começar com essa série de posts. A primeira coisa que percebi é que as definições dadas pelos autores não se enquadraram muito bem em meus conceitos prévios… Com isso, decidi pesquisar outras fontes para falar um pouco mais do assunto. Sendo que quero deixar claro: meu objetivo aqui não é traçar nenhuma definição “correta” sobre gêneros e termos, mas sim, investigar, propor, e quem sabe, encontrar entre os leitores do blog alguém que comente o assunto, formentando uma discussão ou indicando a interessados (como eu) outras fontes e textos para pesquisa.Chega de prosa e vamos logo com isso. Eis os termos que selecionei:O Fantástico (Literatura Fantástica) – Corpo principal da ficção além do Realismo. Contém Fantasia, Ficção Científica, assim como gêneros cruzados como Science Fantasy e Steampunk.

Dark Fantasy, também conhecida como Horror Sobrenatural que é uma categoria do gênero Horror utilizando elementos fantásticos como magia, criaturas sobrenaturais, etc em oposição à ciência ou ficção científica.

Alta Fantasia – (High Fantasy) – Um variante de Espada e Magia que tem como expoente O Senhor dos Anéis. Embora a Alta Fanasia compartilhe o mesmo conteúdo e símbolos com Espada e Magia (feiticeiros, espadachins, etc) a distinção surge pelos altos impactos do conflito descrito, englobando eventos que podem mudar todo o destino do mundo.
(particularmente não gostei da definição buscar outras e contestar)

Horror. Uma categoria de ficção (mercadológica) que tem foco no medo da morte (e consequencias do após a morte) e preocupações com a fragilidade de nossos corpos. Muitas histórias que seriam classificadas como FC, Fantasy ou Policiais podem ser categorizadas por editora como Horror para fins comerciais. Horror que envolve magia ou o sobrenatural também são conhecidas como Dark Fantasy.

Science Fantasy. Um termo geral utilizado para encapsular histórias que mantém ambiguidade entre serem de Ficção Científica ou Fantasia pelo fato dos autores não confirmarem que magia presente na obra é na verdade tecnologia avançada. Como exemplos temos a série de Hawkmoon (Michael Moorcok) e Dying Earth (Jack Vance). Aliás a série de Dorian Hawkmoon é excelente! Uma das melhores de Moorcock.

Fantasia Heróica / Espada e Magia, ou Espada e Feitiçaria (Heroic Fantasy / Sword and Sorcery) tem como seus protagonistas, predominantemente espadachins e feiticeiros. É o gênero mais comum do Gênero Fantasia

E pergunta ainda fica: afinal o que é Fantasia?

Aqui mais algumas definições. A primeira da enciclopédia da Fantasia por John Clute e John Grant.

FANTASIA. Muito da literatura mundial já foi descrita em algum momento como fantasia. “Fantasia” – certamente assim quanto vista em contraste ao Realismo, é um termo “um tanto mutante/multi-uso” e já foi usado para rotular alguma cultura, era passada, esta era e coisas não realistas. No final do século XX, entretanto, Fantástico foi utilizado com mais frequencia substituindo fantasia. Fantasia, no final das contas é um termo que carece da especificidade de Ficção Científica e não desiguina um estrutura. Não é uma forma como o Horror, no sentido que é efeito que pretende produzir. Então nesta enciclopédia  tratamos de termos relacionados como, pós morte, Dark Fantasy, Fabulação, Conto de Fada, Folclore, Horror, Science Fantasy, FC, etc. Mas a localização específica da fantasia no espectro do fantástico é matéria de constante especulação; não há um consenso rigoroso sobre o alcance e interrelações com os termos supracitados. Como Brian Attebery indicou, que fantasia é um “conjunto confuso” (fuzzy set).

Bem, depois de tal definição da Enciclopédia dá fantasia dá para me sentir um pouco aliviado quanto a minha própria confusão, ou mesmo, dificuldade para encontrar uma definição válida.

Para mais um ponto de vista, aqui um trecho do que diz o artigo sobre fantasia na Wikipedia:

Fantasia é um gênero de ficção no qual a magia outros fenômenos sobrenaturais surgem como elementos do enredo, tema ou mesmo da ambientação. Muitos destes trabalhos ocorrem em mundos imaginários onde magia é algo comum. Fansia distingui-se de termos como Ficção Científica e Horror (…) mas pode haver sobreposição entre os gêneros, todos esses um subgrupo da ficção especulativa (ou literatura especulativa).

E a coisa vai… Com muito mais informações.

Enfim, parece que Fantasia é mesmo muito amplo e para ter uma idéia mais clara sobre qual assunto podemos esperar encontrar num texto classificado como fantasia, parece indispensável que utilizemos sub-gêneros, tais como: Romance Fantasy, Contos de Fada, Histórias Alternativas,  Arthurian Fantasy, Fantasia Cômica, Dark Fantasy, Fantasia Épica, Fantasia Heróica, Alta Fantasia, Mystery Fantasy, Realismo Mágico, Fantasia Moderna, Fantasia Urbana, Sword and Sorcery, e até Borduna e Feitiçaria.

Para mais adiante, à partir deste embrião, vou falar sobre escritores, gêneros e obras, fazendo uma amarração com conteúdo externo e resenhas que já saíra aqui no blog, organizando essas informações de modo hierárquico, assim espero que com o tempo a própria estrutura do blog me ajuda (e aos leitores) a ter uma visão, mais ou menos ordenada de sub-gêneros, seus autores e obras. Temos muito o que ler adiante!

Para terminar, deixo a pergunta aí para vocês. Afinal, o que é Fantasia? Comentem, mandem referências e sugiram textos para aparecerem em posts futuros. Até lá!

A Casa dos Muitos Caminhos – Diana Wynne Jones

Casa dos Muitos Caminhos

2008 – Editora Galera Record – 302 páginas.

Que satisfação ler um livro como este! É o terceiro livro da série que começou com o O Castelo Animado (que foi adaptado para o cinema pelo mestre Hayao Miyazaki) seguido de O Castelo no Ar.

Neste livro conhecemos Chairman Baker, uma jovem geniosa, que adora livros e foi superprotegida pelos pais. Ela recebe a tarefa de cuidar da casa de seu tio-avô, William Norland, um mago idoso que por conta de
uma doença busca tratamento fora da cidade junto aos elfos.

A casa contém muita bagunça, sujeira e muitos segredos também. Além da casa, Chairman também recebe a seus cuidados uma cadelinha capaz de enfrentar muita confusão. No decorrer da trama, Chairman explora a casa e acaba conhecendo a família real de seu país, a Alta Norlanda. O rei e sua filha enfrentam dificuldades e Sophie, o Mago Howl e o demônio do fogo, Calcifer, são chamados pela princesa para auxiliá-los.

Na investigação Chairman conta com a ajuda do futuro aprendiz do mago Norland, o jovem Peter, que ainda não consegue fazer uma magia se quer dar certo.

O perigo chega bem perto quando Chairman tem um encontro acidental com um Luboque, uma criatura perversa que pretende tomar para si todo o reino da Alta Norlanda.

É uma trama muito envolvente, leve e bem escrita, cheia de magia, mistérios, criaturas fantásticas e situações peculiares. Os personagens são muito bem construídos e carismáticos e apesar de ser uma história de fantasia a autora é tão competente que imprime um forte senso de realismo tornando as situações e ambientação muito coerentes. O desfecho, como na maioria dos livros da autora é bastante bom revelando os pontos misteriosos apresentados ao leitor durante o livro.

Se não leu os primeiros livros da série é recomendável lê-los em ordem, mas de algum modo, os três livros funcionam com histórias independentes entre si, não sendo necessário a leitura dos anteriores para a compreensão e bom proveito desta que certamente é uma boa leitura.

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Orcs, Guardiões do Relâmpago – Stan Nicholls

Está aí mais um livro de fantasia “clássica”. Em Orcs, Stan Nicholls nos leva ao mundo fantástico de Maras-Dantia, um daqueles lugares habitados por humanos, elfos, trolls, dragões, anões e é claro: orcs.

Mudando a perspectiva usual dos protagonistas em épicos de fantasia, seguimos os Lobos Cinzentos, um bando de orcs comandado pelo Capitão Stryke. Este grupo recebe uma missão da maléfica rainha Jennesta, uma meio-orc bastante mal humorada. Mas durante a missão, uma série de situações carrega os orcs para um destino diferente do planejado. O autor dá algumas pinceladas interessantes sobre o mundo. O conflito de duas religiões, uma politeísta e outra monoteísta é outro tema importante abordado na obra. O mundo em declínio destruído pelo avanço da civilização é outro tem abordado.

A ideia de narrar sob o atípico ponto de vista dos orcs é uma boa premissa, no entanto, ao menos em relação à minha expectativa, a forma de retratá-los acabou não os distanciando muito dos humanos. A mesma trama e situações funcionariam bem se os Lobos Cinzentos fossem um grupo de mercenários humanos numa missão para um governante autoritário.

O fato é que este é o primeiro livro de duas trilogias. Para quem está acostumado e não se importa com ter a história sem uma conclusão, pode ser uma leitura casual interessante. Outro aspecto negativo é que ainda não há previsão para o lançamento dos demais livros da série em português. O autor é bom para descrever cenas de ação e situações peculiares, mas seus personagens ficam devendo um pouco em profundidade e o enredo não é bem amarrado. Mesmo com alguns problemas o livro é capaz de entreter e transportar o leitor para um mundo de fantasia que contém os clichês usuais, distorcendo apenas alguns pequenos elementos a fim de conferir um sabor ligeiramente diferente do esperado.

Um aspecto de que gostei foi a forma particular que o autor usou para retratar de um novo jeito as raças já vistas, tais como anões, trolls e kobolds. Enfim, é uma adição interessante ao espectro de obras de fantasia “clássica”. Para os que gostam do gênero, vale um conferida.

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