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A Corrida do Rinoceronte – Roberto de Sousa Causo

A Corrida do Rinoceronte é apresentado como fantasia contemporânea, mas se aproxima mais de um thriller policial com um toque de fantástico.

O livro narra a jornada de Eduardo Câmara, um brasileiro recém chegado a uma cidade do interior da Califórnia chamada South River. Eduardo é programador de computadores e vai aos Estados Unidos por meio de um contrato temporário de trabalho numa firma de software, mas logo se envolve numa trama envolvendo corridas de carro, crime digital e até mesmo questões ambientais.

Como um estranho numa terra estranha e nada bem quisto em sua nova vizinhança, longe da família e de sua cultura, Eduardo percebe uma dimensão de si mesmo anteriormente ignorada: a questão racial. Um mestiço, como grande parte da população brasileira, o jovem nunca chegou a pensar em si mesmo como um negro, mas na sociedade americana, que dicotomiza ou rotula tudo, vencedor/perdedor, comunista/democrata, branco/negro/asiático/latino, Eduardo viu-se classificado como negro, e começa sentir um preconceito explícito anteriormente não experimentado.

Uma das temáticas abordadas no livro é da cultura americana que aprecia e cultua os carros possantes, ou street machines. Em South River é um ponto de encontro para corridas ilegais utilizando esses carrões envenenados. Eduardo, não pretende burlar a lei e participar destas competições, mas por oportunidade, acaba adquirindo uma máquina, um Chevrolet Camaro z/28. A aquisição deste carro é na realidade o ponto de partida da jornada de Eduardo, que precisa acertar a documentação de seu novo veículo e conhece a policial Jennifer Adams, responsável pela investigação das corridas ilegais.

Neste contexto, talvez por stress, ou por algum outro motivo desconhecido, ou sobrenatural, surge o Rinoceronte. Eduardo passa a ter visões de um rinoceronte negro que passa a ser um elemento condutor para dentro da trama. É uma alavanca que surge na história para despertar a curiosidade do leitor. Talvez, visto como um fantasma de uma espécie em extinção, significasse um grito da natureza pedindo ajuda. Eduardo passa a conhecer mais da história local de South River, suas famílias, estruturas de poder e antigas richas. E talvez o rinoceronte representasse o espírito de alguém envolvido nestas richas, ou ainda, algo de sua própria ancestralidade africana.

O mais importante de tudo é que no livro somos apresentados a cada um destes elementos de uma forma envolvente. Assim, passamos a conhecer um pouco mais sobre street machines, sobre a cultura e história de uma cidade do interior norte americana, sobre a geografia e também questões ambientais e raciais. Outro ponto forte do livro é a sólida construção de personagens. Estes se tornam vívidos na mente do leitor e passam a constituir a trama como elementos significativos, não meros figurantes, na medida em que são importantes peças da constituição do enredo. O autor constrói uma ambientação rica e elaborada que demonstra um cuidado com pesquisa e detalhes que conferem, apesar de se tratar de uma história fantástica, um bom senso de realidade. O autor utiliza a própria linguagem como elemento constituinte da história.

O uso de algumas expressões em inglês e também a consciência de Eduardo em relação ao seu domínio incompleto do idioma ajudam a conferir um grau maior de realidade de sua situação como estrangeiro.

Encontramos neste curto romance de imagens vívidas (que daria uma boa transposição para um filme) trama e personagens envolventes. Uma ambientação rica e um clima o misterioso de numa história que começa sem indicar para onde vai, cresce em riqueza de detalhes até formar uma trama cujo desfecho dá boa resposta às questões levantadas, mas ainda deixa no ar algo quanto às motivações pessoais do personagem e sua misteriosa relação com o rinoceronte de suas visões. Enfim, deixa a sensação de que esta dimensão da história poderia ter sido mais bem explorada, mas definitivamente constitui uma boa leitura.

Novos formatos de eBook para Olhos Negros

A partir de hoje, disponibilizamos o romance Olhos Negros em novos formatos para download ou leitura online. Utilizamos o excelente serviço da Smashwords para formatação e conversão.

Novos formatos: Leitura Online (HTML), Leitura Online (JavaScript), Kindle (.mobi), Epub (formato genérico para vários e-readers (Stanza, iPad, iPhone, Android, etc), PDF (em retrato, bom para imprimir), RTF (para editores de texto, bom para reformatar e imprimir), LRF (para Sony Reader) e Palm Doc (PDB) (para dispositivos Palm)! Baixe ou leia aqui!

Para quem sentir falta de cabeçalhos, numeração, etc, nestas versões, isto se deve ao fato de termos seguido o manual de boas práticas para formato eBook da Smashwords. Segundo o manual do serviço, menos itens de formatação proporcionam arquivos mais flexíveis e adptáveis a uma gama maior de dispositivos leitores de eBooks. Pequenos desvios de formatação entre versões diferentes de arquivo também são esperados, uma vez que os arquivos são gerados por um processo automatizado. Considero os desvios e perdas pequenas e vale a pena a conversão para ampliar compatibilidade com uma gama maior de dispositivos de leitura.

Além dos novos formatos, continuamos com o antigo PDF com diagramação especial (em paisagem para leitura em tela) e no leitor on-line (este mesmo PDF convertido) pela ferramenta issuu.com.

Boa leitura!

A Garota da Terra do Vento – Crônicas do Mundo Emerso

Não se julga um livro pela capa, já diziam… Bem, o que me colocou em contato com este romance foi justamente a capa. Gosto muito de ilustrações de capa de livros de fantasia de boa qualidade. Comecei isso com a série Dark Sun/Prism Pentad que tem ótimas ilustrações do artista Gerald Brom. Anos atrás, vi “A Garota da Terra do Vento” e pensei: um dia eu compro.

A Garota da Terra do Vento é o primeiro livro da trilogia Crônicas do Mundo Emerso escrita pela autora italiana Licia Troisi.

A ilustração da capa, mostra a protagonista, Nihal a garota que sonha ser um guerreiro em uma terra machista, que não admite tal idéia. Nihal habita a cidade em forma de torre, Salazar, uma das muitas que compõe a Terra do Vento. Mora com seu pai Livon, um experiente armeiro e vive uma vida tranqüila, apesar da proximidade do Tirano, que ameaça a liberdade de todas as terras do Mundo Emerso.

O Mundo Emerso é uma terra fantástica habitada por homens, dragões, gnomos, ninfas, duendes e os terríveis fâmins. Das oito terras que circundam a torre do Tirano, Terra do Vento, Água, Mar, Sol, Dias, Noite, Fogo e Rochedos, apenas quatro ainda são terras livres da invasão e dominação dos exércitos do Tirano. O lar de Nihal é uma destas terras livres defendidas por magos, reis, exércitos e pela ordem do Cavaleiros de Dragão.

O livro tem um início bastante lento e se não fosse o fato de já ter adquirido toda a série, talvez tivesse desistido da leitura. Pode até fazer o leitor pensar que a história é inocente e idealizada, ou mesmo rasa. No entanto, conforme a história se desenvolve, torna-se cada vez mais sombria e violenta evidenciando o tema principal tratado pela autora: a transformação interior da protagonista, de uma menina inocente, romântica e que tem o sonho de tornar-se um guerreiro em uma mulher que aprende aos poucos sobre perdas, guerras, persistência, a conhecer seu íntimo e finalmente encontrar o sentido de sua existência.

Apesar de fortemente baseado em elementos comuns em tantos mundos de fantasia e transparecer um pouco de inspiração em características presentes em ambientações de RPG, a autora, aos poucos descreve e desenvolve sua ambientação distinguindo de outras com suas características únicas. A jornada de transformação de Nihal, pode aborrecer alguns leitores, uma vez que repete-se um pouco, oscilando entre ser privilegiada por coincidências que a favorecem no enredo e desastres que a desfavorecem devido à sua própria imaturidade.

É um pouco do que dá para contar sem entrar em detalhes da história. Vale destacar, além da protagonista, alguns personagens que acompanham a garota em sua jornada, tais como o mago Senar, o duende Phos e o Cavaleiro de Dragão, Ido.

O ponto forte do romance é justamente o segundo ato, sendo que o primeiro, como comentamos é um pouco lento e o terceiro deixa um pouco a desejar  pela ausência de um clímax. Mas devido ao segundo ato, ambientação interessante, alguns bons diálogos, desenvolvimento psicológico da personagem, bons personagens de suporte e a promessa dos livros seguintes, A Garota da Terra do Vento é um título que vale a pena conferir.

Um fato curioso sobre o romance, não sei se devido à uma escolha do tradutor, é que é todos os diálogos são em segunda pessoa. Algo incomum nas obras escritas em “português brasileiro”. Vejamos como segue a série. Logo mais conto por aqui.

Ilustrações

Veja também, as ilustrações de capa de todos os romances da escritora ilustradas pelo artista Paolo Barbieri.

Mais adiante

Já está disponível em português a segunda trilogia, Guerras do Mundo Emerso, que se passa 40 anos depois da primeira. E ainda apenas em italiano, Le leggende del Mondo Emerso (Lendas do Mundo Emerso) que se passa 50 anos depois da segunda. A mais nova saga da autora, La ragazza drago (A Garota Dragão) não é ambientada no Mundo Emerso, mas sim na cidade de Roma, num mundo inspirado na mitologia nórdica num mundo onde existem dragões.

Nova capa do romance Maré Vermelha

Mais uma capa saido…

Que tal? Comentários?

Novos formatos para os títulos da Multiversos

Neste período que anteceu e sucedeu o nascimento da minha filha, em alguns dias tive um pouco mais de tempo para a Multiversos, outros, menos.

Vamos retornando a ativa aos poucos. Hoje compatilho aqui com vocês a nova capa do romance Olhos Negros. Estou trabalhando na conversão do romance para diversos formatos de ebook. Sendo alguns deles: palm, ePub, kindle, etc. Essa vai ser uma boa evolução nos formatos de distribuição, permitindo a leitura mais confortável em diversos leitores de ebook, como Kindle, iPad, iPhone, etc.

Olhos Negros será relançado nestes formatos muito em breve. Por hora, confiram a nova capa.


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