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Mais artistas – Feng Zhu, Martin McKeena e Chris Achilleos

Continuando a série de posts sobre artistas que já transitaram no tema fantasia, temos  o “concept artist” Feng Zhu, Martin McKeena e o veterano Chris Achilleos.

Feng Zhu

http://www.fengzhudesign.com/

Já acompanho esse artista há uns bons 6 anos. Ele é um conhecido “concept artist” que fez trabalhos para vários estúdios de  Hollywood e desenvolvedores de jogos como a  Electronic Arts, Blur Studio, Disney, Sierra, MTV, Universal, Industrial Light + Magic, e no Skywalker Ranch trabalhou para o Star Wars,  Episódio III.

 

Martin McKeena

http://www.martinmckenna.net/

Artista londrino que começou fazendo  ilustrações para revistas de horror e fantasia na década de 1980. Trabalhou para a  White Dwarf, ilustrando muitas publicações do  Warhammer Fantasy Roleplay entre outras. Também trabalhou jogos como Fighting Fantasy e Magic: The Gathering.

 

 

 

Chris Achilleos

http://chrisachilleos.co.uk

Mais um artista baseado em Londres. Veterano, com mais de 40 anos de experiência, ilustrou capas de centenas de livros de autores como  Robert E. Howard (Conan), Edgar Rice Burrough (Pellucidar), Michael Moorcock (Elric) e romances do Dr Who. Também trabalhou para filmes como  “Heavy Metal”, “Willow”,  “King Arthur” e “The Last Legion”.

O lema do artista é  “Sempre à busca da perfeição inalcançável…”

Elric

Elric

 

Espero que tenham gostado de mais uma leva. Até a próxima!

P.S.: Você gosta de desenhar? Escrevi um artigo contando um pouco sobre como aprendi e recomendando um curso legal que encontrei na web.

Zoom Multiversos Setembro 2011

Então, um dia, quem sabe consigo um pouco mais de tempo para fazer o Zoom todos os meses… Enquanto isso, seguimos em <vagalume mode/>

O que achei de legal em setembro que vale uma segunda olhada:

Do Sobre Livros (que cada vez fica melhor) selecionamos esses posts:

Anunciada a capa do livro “A Mão do Destino” de Eric Musashi: http://bit.ly/mZp4ZO

Anunciada a capa do 1º volume da série Lendas do Mundo Emerso: http://bit.ly/qyQ79u

Capa e pré-venda do livro “O Atlas Esmeralda” de John Stephens: http://bit.ly/rtHR4P

Animação “Gigantes” da série Dragões de Éter de Raphael Draccon: http://bit.ly/oAEkcL

No Criando Tertralios tivemos:

Entrevista bacana com Eric Novelo: http://bit.ly/nBH55T

Lançamento de A volta do mundo de Kôra: http://bit.ly/p5ill7

Entrevista com Camila Fernandes: http://bit.ly/pXSi9r E resenha de “Reino das Névoas”: http://bit.ly/nL7QVE

Entrevista com Rosana Rios: http://bit.ly/qzQ46r

Duas antologias da Estronho – Le Monde Bizarre – O Circo dos Horrores e Quando o Saci encontra os mestres do terror: http://bit.ly/mVAPBj

E finalmente a dica de leitura para Hades I – Terra Inversa: http://bit.ly/r7r9WX

No escrivonauta:
Entrevista com o escritor João Henrique S. Paschoal: http://bit.ly/owR8aQ

e também muitas dicas legais, conheça o site: http://www.escrivonauta.com

No blog Leitora Viciada informações sobre “A Espada de Avalon”: http://bit.ly/oD1Pz5

No Alternativos e Independêntes Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2010, de Marcello Simão Branco e Cesar Silva: http://bit.ly/qwQKxI

Com certeza rolou muito mais coisa bacana em Setembro, mas só deu para ir até aqui. Até a próxima!

Entrevista(s) com Alan Dean Foster

Alan Dean Foster

Outro dia peguei uma adaptação de Alien o Oitavo Passageiro de Alan Dean Foster para dar uma olhada. Pesquisando mais sobre o autor descobri um fato curioso, que ele foi chamado por George Lucas para escrever, antes do filme sair, o livro Guerra nas Estrelas. E que também escreveu uma “continuação” chamada Splinter of the Mind’s Eye. Quando perguntaram a ele se foi difícil ver Lucas ganhando todo o crédito por Star Wars ele disse: “De modo algum. A ideia da estória era de George. Eu meramente a expandi. Não ter meu nome na capa do livro não me incomodou. (…)”

Foster já escreveu mais de 100 livros entre estes, muitas adaptações de filmes para livros como Alien e as continuações, Tranformers, Krull, Outland, Clash of Titans, etc. Além muitos livros de FC o autor também escreveu a série de fantasia, Spellsinger.

A seguir, trechos que gostei destas duas entrevistas com o autor que saíram na SFFworld.

Como você se interessou por ficção científica?

A: Meu pai lia um pouco de FC e sempre tinha algum livro pela casa. Meu tio era um grande fã de FC. Ele se tornou um produtor de TV (Batman, 77 Sunset Strip) mas nunca teve a chance de produzir obras de FC que amava. Ele se chamava Howie Horwitz.

O quanto de ciência e o quanto de ficção você acha que deveria haver em FC?

Deveria haver sempre um pouco de ciência, mas não necessariamente algo muito aprofundado. Se você considerar a psicologia como ciência, então Dostoevsky se enquadraria. Depende do quanto quiser flexibilizar a definição. Não sendo eu um cientistas, quando uso ciência mais a fundo em um livro (MIDWORLD, SENTENCED TO PRISM, etc.) eu sempre tento pesquisar minuciosamente.

Qual o aspecto mais desafiador ao escrever uma estória?

Criar personagens interessantes e verossímeis. Este e o centro de uma estória de sucesso. O resto é floreio. Talvez algum tipo de floreio muito interessante, mas apenas floreio. Vejamos a falha crítica do filme MISSION TO MARS. Todos pontos problemáticos estão nos personagens e no enredo, não nos aspectos de ficção científica.

Você escreveu “Splinter of the Mind’s Eye” e o primeiro original de “Star Wars”. Como o trabalho chegou a você?

Meu agente recebeu uma ligação do advogado de Lucas naqueles dias: Tom Pollock (agora um dos homens mais poderosos em Hollywood). Alguém havia lido meu livro ICERIGGER e sabia que eu já havia feito adaptações de filme para romance e pensou que eu poderia fazer a adaptação do novo filme de Lucas. Eu conhecia seu trabalho através de THX 1138 e American Graffitti. Aceitei a oferta de me encontrar com Lucas e o fiz na Industrial Light and Magic, naqueles dias, um pequeno armazém em Van Nuys, California (convenientemente perto da casa da minha família). Nos demos bem e peguei o trabalho para fazer dois livros. E foi assim que aconteceu.

O que a Internet significou para você como autor?

Muitos bons feedback de meus leitores e a chance de disponibilizar informações suplementares as quais os editores não gostam (vejam meu website) http://www.alandeanfoster.com

Você é uma autor proeminente de mais de 105 livros. O que isso significa para você?

É como tentar encontrar a mesma maneira de dizer essencialmente a mesma coisa, como “O céu é azul” oitenta e três vezes e não soar estúpido.

O que o atrai à FC?

Quando criança sempre quis ser um viajante. Fui influenciado pelo Tio Patinhas. Muitas vezes me perguntam sobre minhas quem me influenciou, eu respondo: Herman Melville e… Barks. Carl Barks escrevia e desenhava o Pato Donald e criou o Tio Patinhas. O Patinhas tinha penas e uma bengala, mas é basicamente um velho. Até onde me lembro é o único herói sênior de uma HQ e mesmo assim, acumulou centenas de aventuras ao redor do mundo. Barks não viajava, mas como fazem muitos escritores ele lia a National Geographic. Conhecia muito sobre o mundo e ciências e eu pensava “Gostaria de fazer isto também”. Não tenho a fortuna do Tio Patinhas, mas eu viajo bastante. Em relação à FC, estou preso a este planeta. Este é o único que irei ver, mas em minha imaginação, posso inventar lugares que gostaria de ver, culturas que gostaria de tomar contato e pessoas com as quais gostaria de me encontrar. Nenhuma delas existe de fato, mas ao inventá-las eu consigo ir a todos estes lugares. Isto funciona maravilhosamente. Sou uma espécie de viajante interestelar.

 Quando criança o que gostaria de ser?

Eu queria ser Francis Burton. Um homem que falava 45 línguas fluentemente, que escreveu um livro sobre esgrima, foi co-descobridor da nascente do Rio Nilo, o primeiro tradutor de As Mil e Uma Noites e o Kama Sutra, sujeito que viajou por todos os continentes, exceto Antártida e foi o primeiro não-muçulmano em Meca. Ele vestiu-se como um muçulmano, construiu um sotaque para cobrir as imperfeições de sua fala, fez circuncisão para ajudar no disfarce e foi até lá sabendo que seria morto se fosse descoberto. Coisas que eu nunca pude fazer pois estamos no século errado agora e não há mais locais não explorados em mapas e também por que eu não disponho de recursos para tal. Os pequenos espaços não explorados terão desaparecido em cem anos. Estamos na era em que o Google Earth pode indicar sua casa há milhas de distância.

Deixe-me perguntar sobre a adaptação que fez de Transformers, o filme. Adorei o filme e o livro. Quais são seus pensamentos sobre isto?

O sucesso do filme foi uma grande surpresa para muitas pessoas. (…) Foi o “maior” filme do ano. Muitos esperavam que o filme falhasse pois não gostavam de Michael Bay – eu não entendo por que as pessoas o odeiam. Nunca o conheci. Ele fez alguns filmes de altos orçamentos, alguns bem, outros não, mas isso pode ser dito sobre quase qualquer diretor. Por que ele inspira tanta polêmica?

Fiquei impressionado com a fidelidade do livro ao filme.

Obrigado, eu tento ficar fiel.

Alguns outros autores ficariam tentados em apropriar-se da obra. O que o impede de fazer isto?

Você não pode fazer isto nestes contratos. É como se você fosse contratado para pintar a casa de alguém e você pensa que deveria ser bege, mas eles querem verde e rosa. Não me incomodo com isso. Os produtores e roteiristas estão tão absorvidos com o filme que não tem tempo para se preocupar com o que o Burger King irá fazer com os produtos promocionais… O livro também fica livre de inspeções. Eu consigo consertar problemas que encontro. Quanto melhor o roteiro, menos me dá trabalho. Quanto pior… Você sabe, em algo como “The Black Hole,” tive muito trabalho para racionalizar os erros cometidos no filme! Normalmente, não é tão ruim assim. Mas quando me deixam em paz (como o de costume) eu resolvo as coisas. Não adaptei Alien 4: Alien Resurrection por que não me deixaram em paz. Fiz os dois primeiros e quanto ao terceiro, achei o script muito sombrio para um “Alien”. Pensei que matar a garotinha que fora a motivação de viver de Riple, demais. Então eu consertei um bocado de coisas. Depois recebi uma carta de Walter Hill, o produtor, dizendo “Fez um trabalho muito bom com o filme com Nick Nolte e Eddie Murphy…”

48 Horas?

É. Mas na FC é diferente. Em Alien 3 construí estórias e motivações para todos aqueles presidiários. Walter Hill, entretanto disse, “tire tudo fora e escreva dentro do script original e o livro será muito melhor.” Ao invés de escrever uma carta explicando que tinha escrito os dois primeiros e que James Cameron estava satisfeito com eles, retirei toda minha criação original e fiz conforme o script. E por isso que não fiz Alien 4. Não queria passar por aquilo tudo novamente. Normalmente não me incomodam e isso é ótimo. Escrevi Star Wars: Episódio IV, e numa reunião no escritório George disse, “Amei o que você fez com o livro, ótimo trabalho”. E foi isto! Ele pediu para tirar uma ou duas coisas do “Splinter of the Mind’s Eye” uma por que seria muita caro de filmar. A ideia do “Splinter” é que se Star Wars não fosse um grande sucesso de bilheteira e houvesse algum resíduo financeiro para mais um filme, ele queria algo que pudesse ser filmado com baixo orçamento. Por isso o cenário é um planeta cheio de névoa. O livro abria originalmente com uma grande batalha espacial, mas seria muito caro de filmar, então tive que tirar. Era algo pequeno, mas aquelas duas mudanças foram tudo que me pediu. “Bom trabalho. Obrigado.” Normalmente me deixam em paz. Mas de volta à sua pergunta, vejo as adaptações como uma colaboração com o roteirista, não como algo que é meu para mudar e transformar..

Bem, as entrevistas tem mais questões, mas não posso me estender muito mais. Espero que tenham gostado das curiosidades.

Entrevistas originais:

Artistas, ilustradores e fantasia

Começando uma série de posts (que pode tender ao infino) sobre artistas e ilustradores que produziram dentro do tema de fantasia.

Para mim o interesse em literatura fantástica sempre andou muito próximo de “arte fantástica”. Na verdade, antes de descobrir que gostava de escrever livros, eu gostava de desenhar e desenhei várias HQs que nunca concluí… (não ficava satisfeito com a qualidade). Foi de uma HQ inacabada que surgiu o livro Olhos Negros…

Feita aí a correlação, vamos ao que interessa. Minha primeira abordagem era a de escrever um único post do tipo: top 20 artistas de fantasia. Entretanto, ficou muito difícil fazer uma seleção satisfatória. Então resolvi transformar isso numa série de posts, na qual vou apresentar alguns artistas já bastante conhecidos e alguns, possivelmente desconhecidos para a maioria das pessoas.

Então vamos lá!

A “velha guarda”:

Escolhi três de meus artistas favoritos e que acompanho há longa data.

Keith Parkinson
Conheci este artista através de suas ilustrações para livros do RPG RIFTS. Nasceu e m 1958 e infelizmente ele veio a falecer em 2005. Ele foi um grande mestre e com certeza está e estará entre os meus favoritos.

Capa do livro Rifts

Capa do Livro Rifts Atlantis

Orcs in the Snow

Capa de um dos livros do RPG Palladium Fantasy

Site oficial: http://www.keithparkinson.com

Gerald Brom

Foi um dos primeiros artistas que me chamou a atenção. Ele foi um dos princincipais ilustradores do setting de RPG Dark Sun da TSR. Suas ilustrações foram capas para a série Prism Pentad, de Troy Denning. Uma das melhores séries de fantasia que já li.

Ele nasceu em 1965. Sempre foi obcecado com criações de obras “do estranho”, monstruosidades e coisas belas. Começou a trabalhar como ilustrador aos vinte anos. Ilustrou capa de livros de Michael Moorcock, Terry Brooks, R.A.Salvatore, E.R. Burroughs, livros de RPG para a TSR, White Wolf, WOTC. Fez também trabalhos para a DC, Chaos, Dark Horse, para games como Doom2, Heretic, Diablo2 e World of Warcraft e filmes como Tim Burton’s Sleepy Hollow, Galaxy Quest, Ghosts of Mars, Scooby Doo e Van Helsing.

Dark Sun

Elfo de Dark Sun

Elric – Capa do livro de contos: Tales of the White Wolf

Site oficial: http://www.bromart.com

Tony Diterlizzi

Também tomei contato com o artista através de produtos de RPG. Os primeiros trabalhos do artista, entre 1992 a 1998 foram para a editora TSR. Sempre acompanhei o artista deste então. Depois passou a ilustrar e escrever livros. As crônicas de Spiderwick são um exemplo disto. O trabalho dele tem evoluído bastante. Seu estilo é bem característico e de fácil reconhecimento.

Perraults Ogre

Spiderwick: The Seeing Stone

Spiderwick…

Skyshroud Troopers

Golden Afternoon

Gith

Elven Archer

Site oficial: http://diterlizzi.com

Canal do Youtube: http://www.youtube.com/user/TDiTerlizzi

The new kids on the block:

Kerem Beyit

Artista Turco influenciado por Frank Frazetta e Gerald Brom. Recebeu prêmios no CGSociety, CgChannel, Gfxartist, Cggallery entre outros. Fez várias capas de livros e também ilustrações para o World of Warcraft.

Capa: Der Wilde Wald

Capa: The Circle of Stone

Leap to Death

Half Elf Girl

First Lesson

Doomsquall Drake

Site oficial: http://www.theartofkerembeyit.com/

Deviant Art: http://kerembeyit.deviantart.com/

CGsociety: http://kerembeyit.cgsociety.org/gallery/

Carlos Fonseca

Agora aqui espaço para reconhecer, divulgar e homenagear os artistas brasileiros também (virão muitos mais). Carlos Fonseca é um ilustrador freelancer e pintor. Bacharel em Cinema de Animação e em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG. Tem trabalhos para a Editoras Abril, Globo, Moderna, Penguin Group e muitas outras.

Site oficeial: http://www.ilustrato.com

Andrew Hou (Njoo)
Andrew Hou é um talentoso artista Sul Coreano também conhecido como Njoo. Fez trabalhos para o Pathfinder RPG e tem clientes como a Capcom Japan, nubyTECH, Paizo Publishing, White Wolf, Wildstorm, etc.

Song of Ice and Fire

Goblins Harassment

Capa: Dungeon 114

Demogorgon

Brom Kah

Três feiticeiros e o Golem de Ferro

Site oficial: http://www.andrewhou.com/
Deviant Art: http://njoo.deviantart.com/

 

UFA! É isso… Espero que tenham gostado. Deixem comentários para artistas que gostariam de ver em próximos posts.

P.S.: Você gosta de desenhar? Escrevi um artigo contando um pouco sobre como aprendi e comentando sobre um curso legal que encontrei na web.

Orcs, Guardiões do Relâmpago – Stan Nicholls

Está aí mais um livro de fantasia “clássica”. Em Orcs, Stan Nicholls nos leva ao mundo fantástico de Maras-Dantia, um daqueles lugares habitados por humanos, elfos, trolls, dragões, anões e é claro: orcs.

Mudando a perspectiva usual dos protagonistas em épicos de fantasia, seguimos os Lobos Cinzentos, um bando de orcs comandado pelo Capitão Stryke. Este grupo recebe uma missão da maléfica rainha Jennesta, uma meio-orc bastante mal humorada. Mas durante a missão, uma série de situações carrega os orcs para um destino diferente do planejado. O autor dá algumas pinceladas interessantes sobre o mundo. O conflito de duas religiões, uma politeísta e outra monoteísta é outro tema importante abordado na obra. O mundo em declínio destruído pelo avanço da civilização é outro tem abordado.

A ideia de narrar sob o atípico ponto de vista dos orcs é uma boa premissa, no entanto, ao menos em relação à minha expectativa, a forma de retratá-los acabou não os distanciando muito dos humanos. A mesma trama e situações funcionariam bem se os Lobos Cinzentos fossem um grupo de mercenários humanos numa missão para um governante autoritário.

O fato é que este é o primeiro livro de duas trilogias. Para quem está acostumado e não se importa com ter a história sem uma conclusão, pode ser uma leitura casual interessante. Outro aspecto negativo é que ainda não há previsão para o lançamento dos demais livros da série em português. O autor é bom para descrever cenas de ação e situações peculiares, mas seus personagens ficam devendo um pouco em profundidade e o enredo não é bem amarrado. Mesmo com alguns problemas o livro é capaz de entreter e transportar o leitor para um mundo de fantasia que contém os clichês usuais, distorcendo apenas alguns pequenos elementos a fim de conferir um sabor ligeiramente diferente do esperado.

Um aspecto de que gostei foi a forma particular que o autor usou para retratar de um novo jeito as raças já vistas, tais como anões, trolls e kobolds. Enfim, é uma adição interessante ao espectro de obras de fantasia “clássica”. Para os que gostam do gênero, vale um conferida.

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