fbpx

Categoria: Resenhas Page 1 of 39

Voltas ao Redor do Sol – 2025

Lançada em dezembro de 2025, Voltas ao Redor do Sol (2025) é uma antologia que celebra os 40 anos do CLFC — Clube de Leitores de Ficção Científica, entidade sem fins lucrativos criada por entusiastas do gênero em todo o Brasil. Não estava inicialmente na minha lista de leituras, mas a obra acabou chamando minha atenção no feed das redes sociais, especialmente pela presença de autores que já acompanho e admiro. A curiosidade falou mais alto — e foi uma boa escolha.

O prefácio, assinado pelo veterano Gerson Lodi-Ribeiro, cumpre muito bem seu papel ao apresentar o CLFC, trazendo curiosidades históricas e contextualizando a importância da iniciativa. É uma introdução que prepara o leitor para a diversidade de propostas e estilos encontrados ao longo da antologia. A seguir, faço comentários breves sobre cada conto.


Visões do Futuro – Gian Danton

Um conto bizarro e incômodo, no melhor sentido do termo. Acompanhamos duas mulheres que, precisando de dinheiro, atravessam a chamada Techno City, uma região da grande Belém marcada por som alto constante, ausência do Estado e criminalidade. A narrativa projeta um futuro estranho, mas assustadoramente ancorado no presente, em que espaços públicos são cada vez mais dominados pelo ruído incessante e pela erosão da civilidade.

A Torre de Cápsulas Mirai – Maira M. Moura

Aqui temos um conto sobre viagem no tempo e arquitetura, narrado de forma curiosa e deliberadamente ambígua. A autora aposta mais na atmosfera e nas ideias do que em explicações fechadas, convidando o leitor a preencher lacunas e refletir sobre o impacto das construções humanas no tempo.

Biomatos – David Machado Santos Filho

Um conto conceitual que propõe uma reflexão interessante sobre inteligência e consciência. A narrativa de um “mecano”, robô autoconsciente, sobre como criaram criaturas biológicas serviçais. Até que ponto estamos preparados para reconhecer formas de inteligência que não se encaixam nos modelos tradicionais?

O Sono do Relógio – Liana Zilber Vivekananda

Nesta ficção especulativa com forte diálogo com a mitologia grega, uma pessoa cética tem um encontro inesperado com o deus Cronos. Como não poderia deixar de ser, o tempo é o tema central, explorado aqui de forma simbólica e filosófica, equilibrando mito e especulação científica.

Por um Brasil Melhor – Gerson Lodi-Ribeiro

Misturando história alternativa do Brasil, elementos sobrenaturais, ficção científica e viagem no tempo, este é um conto ambicioso e muito bem executado. Apenas um dos autores mais experientes da FC brasileira conseguiria articular tantos elementos distintos em uma narrativa coesa e instigante.

A Cor dos Seus Olhos – Alexandre Oliveira Silva dos Santos

Este conto me lembrou a série Pluribus, ao lidar com a introdução de elementos orgânicos oriundos de fontes desconhecidas, analisados por cientistas e acompanhados por suas consequências sociais e individuais. É uma história que usa a ciência como ponto de partida para discutir transformação, estranhamento e impacto coletivo.

Amor: Uma Arqueologia – Fábio Fernandes

Um dos contos mais sensíveis da antologia. A história reconstrói a trajetória de uma família a partir de fragmentos, todos amarrados por um dispositivo capaz de acessar informações de realidades paralelas. O resultado é uma narrativa emocionalmente rica, que combina especulação científica e memória afetiva de forma muito eficaz.

Brazil, Feliz, Nem um Nem Bis – Ivan Carlos Regina

Ambientado em um Brasil futuro distópico, marcado por extrema disparidade social, o conto se divide em duas partes complementares, apresentando dois lados de uma mesma realidade. A estrutura reforça o impacto da narrativa e convida o leitor a refletir sobre desigualdade, perspectiva e pertencimento.

Sincronicidade – João Barreiros

Único conto de um autor português na antologia, Sincronicidade apresenta um futuro sombrio e utiliza um mecanismo narrativo engenhoso para conectar um projeto de exploração espacial a eventos tensos no campo da defesa militar. Uma história que trabalha bem tensão e paralelismos.

Arribação Rubra – Roberto Causo

Mais um excelente conto protagonizado por Shiroma (Bela Nunes), a matadora ciborgue do universo GalAxis. Aqui, vemos a personagem em uma situação extrema, lutando pela própria sobrevivência. É uma leitura dinâmica, que amplia um universo ficcional já consolidado da ficção científica nacional.


Voltas ao Redor do Sol é uma ótima porta de entrada para quem deseja conhecer autores de ficção científica que escrevem em língua portuguesa, além de ser uma excelente oportunidade para leitores experientes apreciarem histórias com forte identidade brasileira. A seleção de autores é muito bem equilibrada, com boa variação temática e estilística. Fica aqui também o reconhecimento ao organizador da obra, Rubens Angelo, pelo cuidado e pela curadoria desta antologia comemorativa.

Você pode adquirir a antologia, ou ler pelo Kindle Unlimited.

Condição Artificial – Martha Wells

Diários de um Robô-Assassino #2

Recentemente resenhei o primeiro livro da série, Alerta Vermelho, destacando a maneira singular com que Martha Wells apresentou ao leitor um protagonista artificialmente inteligente que, ao fugir do roteiro típico de IAs assassinas, conquista empatia com seu humor seco, suas contradições e um inesperado senso de propósito.

Na ocasião, também mencionei a adaptação da obra para a televisão pela Apple TV. Tive a oportunidade de assistir e recomendo, a apartação ficou muito boa! Acompanhou o tom e o espírito do livro — algo que me agradou bastante, pois conseguiu capturar a voz ímpar e o ritmo envolvente da narrativa original.

Em Condição Artificial, essa jornada continua, expandindo o universo da série sem perder o que fez Alerta Vermelho funcionar tão bem.

Investigando o passado, encontrando conexões

O robô-assassino, agora por conta própria, parte em busca de respostas sobre o evento que foi parcialmente apagado de sua memória e enteder se tem culpa pelo massacre de mineradores. Essa investigação pessoal dá à narrativa uma estrutura de busca existencial.

No caminho, a história toma uma direção ainda mais instigante: o protagonista cruza com outra inteligência artificial — o computador central de uma nave de exploração científica — e, mesmo partindo de concepções muito diferentes de “consciência” e “objetivos”, desenvolve com ele uma amizade que é um dos pontos mais interessantes do livro.

O que Martha Wells consegue fazer, de forma bastante convincente, é gerar empatia entre duas entidades artificiais de maneiras que parecem naturais ao leitor, sem humanizá-las demais. Cada IA mantém seus modos próprios de perceber o mundo, suas lógicas e limitações, e ainda assim é possível acompanhar o crescimento de uma relação que transcende simples cooperação funcional. Isso confere ao livro uma profundidade rara: não se trata apenas de aventura ou ação — trata-se do desenvolvimento de uma relação entre formas de consciência distintas.

Além dessa linha relacional entre as IAs, Condição Artificial continua a narrativa do protagonista investigando seu passado e, simultaneamente, se envolvendo com um grupo de humanos em uma missão de risco. Nesse novo relacionamento com um grupo de três humanas, vemos mais da personalidade do protagonista se desenvolver, tanto do lado do seu comportamento anti-social, como na dimensão em que desenvolve um pouco de seus sentimentos e humanidade. A mistura de ação, humor sutil e reflexão sobre identidade de seres artificiais mantém o ritmo ágil que tornou o primeiro livro tão cativante.

Sobre a série e a adaptação

A série literária Diários de um Robô-Assassino conta atualmente com sete volumes publicados, a maioria em formato de novelas curtas ou médios romances, começando por Alerta Vermelho (All Systems Red) e incluindo Condição Artificial, Rogue Protocol, Exit Strategy, Network Effect, Fugitive Telemetry e System Collapse.

A adaptação para TV, lançada globalmente na Apple TV em maio de 2025, estreou com a primeira temporada baseada no Alerta Vermelho e foi renovada para uma segunda temporada, o que indica a intenção de continuar adaptando os volumes subsequentes da saga para as telas.

Conclusão — Recomendo a leitura

Condição Artificial é uma sequência que honra e expande as qualidades do primeiro livro: é uma leitura envolvente, fluida e cheia de nuances. A autora consolida suas habilidades em criar não apenas cenas de ação, mas relações e perguntas que ficam com o leitor depois da última página.

Se você gosta de ficção científica que combina humor discreto, personagens não convencionais e reflexões sobre identidade e consciência — ou se, como eu, também gostou da adaptação televisiva — essa série é uma excelente pedida: rápida de ler, prazerosa e peculiar.


Série Dungeon Crawler Carl, livros 3 a 5.

Dungeon Crawler Carl: Por que continuar essa série insana (e cada vez melhor)

Já compartilhei aqui as resenhas de Dungeon Crawler Carl (Livro 1) e Carl’s Doomsday Scenario (Livro 2), onde Matt Dinniman apresenta um mundo que mistura humor caótico, ação frenética e crítica social em um dos LitRPGs mais viciantes disponíveis hoje.

Agora, após ler os livros 3, 4 e 5, posso afirmar: a série só melhora e se expande em criatividade e emoção, mantendo tudo aquilo que conquistou nos primeiros volumes e adicionando novas camadas de complexidade. Já querendo ler os livros 6 e 7 da série…

A seguir, compartilho impressões sem spoilers críticos para você decidir se vale continuar — e, sinceramente, vale muito.


Livro 3 – The Dungeon Anarchist’s Cookbook

Neste volume, Carl, Donut e Mongo descem para um nível caótico em forma de túneis e estações de trem, quase como um metrô alienígena assassino, enquanto enfrentam os mantaurs, criaturas como centauros, só que com parte de baixo de humana e quadrúpede, e parte de cima com torso e cabeça humanos, que adicionam tensão e humor às batalhas.

Este livro marca também a primeira aparição de um deus dentro da dungeon, um evento que muda a escala da história e sinaliza que forças muito maiores estão em jogo.

Outro ponto interessante é como os conflitos políticos e corporativos fora da dungeon começam a afetar diretamente os eventos dentro dela. Patrocinadores, corporações e interesses galácticos começam a manipular o nível, transformando o reality show mortal em um palco de intrigas e disputas de poder.

Apesar de continuar com as mecânicas de loot, habilidades e evolução, Dinniman consegue incluir reflexões inesperadas sobre identidade e resistência sem perder o tom divertido e acelerado que define a série.


Livro 4 – The Gate of the Feral Gods

Se você gosta da estrutura de “fases” de RPG, este volume vai te conquistar. A missão de Carl e sua equipe parece simples: quatro castelos em quinze dias para liberar a escada de acesso ao próximo nível. Mas, como sempre, nada é simples em Dungeon Crawler Carl.

Os quatro locais são:

  • Uma fortaleza flutuante controlada por gnomos guerreiros.
  • Um castelo de areia com segredos inesperados.
  • Um submarino abandonado, protegido por máquinas defeituosas e perigos constantes.
  • Uma cripta assombrada, repleta de armadilhas letais.

Pela primeira vez, Carl e Donut percebem que não podem fazer tudo sozinhos. Eles precisam unir forças com outros “rastejadores” de nível mais baixo — aqueles personagens que você mal acredita que ainda estejam vivos — em alianças frágeis e temporárias, levantando questões sobre confiança e sobrevivência coletiva.

O humor de Donut, o caos de Mongo e o sarcasmo de Carl continuam presentes, mas o volume também traz tensões sobre o que significa confiar em aliados e os custos de cada decisão em um mundo onde todos querem sobreviver.


Livro 5 – The Butcher’s Masquerade

Se a série já era boa, The Butcher’s Masquerade eleva tudo para outro patamar, entregando o volume mais emocionante e equilibrado até agora.

Neste livro, Carl e sua equipe chegam aos Hunting Grounds, onde os jogadores passam a ser alvo de caçadores, que são pessoas vindas de todos os locais da galáxia e que entram na masmorra encarnando personagens muito fortes e cheios de equipamentos especiais.

Os caçadores e guildas tornam-se peças centrais neste nível, trazendo uma nova camada de estratégia e política interna. Conquistar cidades, gerenciar alianças e lidar com traições se tornam parte do jogo, enquanto o nível se transforma em um verdadeiro tabuleiro de guerra.

Um dos arcos mais impactantes é o da NPC “elite” Signet, a princesa meio-elfa, meio-naiad, que busca vingança contra sua irmã em uma trama iniciada no livro 2. Aqui, a história se aprofunda, trazendo batalhas emocionantes e reviravoltas morais, enquanto Signet se firma como uma personagem marcante no universo da série.

Mesmo em meio a toda a ação, o humor continua afiado, com Donut atingindo novos níveis de protagonismo (e estrelismo) e Mongo causando caos como sempre. Ao mesmo tempo, os eventos fora da dungeon continuam a influenciar os acontecimentos, lembrando que os verdadeiros monstros podem estar entre os que assistem ao show do lado de fora.

O volume entrega momentos hilários ao lado de cenas de carga emocional inesperada, explorando temas como trauma, lealdade, sacrifício e resistência com profundidade surpreendente para uma série LitRPG.


Vale a pena continuar?

Sim, e muito.

Os livros 3, 4 e 5 de Dungeon Crawler Carl:

  • Expandem o universo com cenários criativos e desafios épicos.
  • Introduzem personagens marcantes e desenvolvem os que já conhecemos.
  • Misturam humor, crítica social e ação frenética como poucos livros conseguem.
  • Mantêm o ritmo de leitura viciante, com surpresas a cada fase.
  • Trazem evolução de personagens em meio ao caos.

Se você ainda não começou, leia antes a resenha do Livro 1 e a resenha do Livro 2 para entender o ponto de partida dessa saga maluca.

Matt Dinniman continua a entregar volumes que fazem você rir, prender a respiração e virar páginas até tarde da noite. Dungeon Crawler Carl é mais do que um LitRPG: é uma série sobre resistência, humanidade e humor em meio ao caos, construída com uma criatividade que a torna única.


Você está lendo Dungeon Crawler Carl? Pretende começar a série? Deixe nos comentários suas impressões (sem spoilers!) e compartilhe com quem ama RPG, fantasia e humor ácido.

Dungeoneers 1 – Marcio Fiorito

Dungeoneers 1 é uma HQ em cores, 28 páginas, inspirada na experiência de muitos anos do autor jogando RPGs de mesa, como por exemplo, Dungeons & Drangons. Tem história e desenhos de Marcio Fiorito, Cores de Renato Spiller e PH Gomes, letras de Deyvison Manes e produção gráfica de Priscilla Serradourada.

Financiada com grande êxito pelo Catarse, a incrível arte de Marcio Fiorito é ponto de destaque da HQ: temos um ótimo design de personagens, belas cenas de ação e ambientes detalhados do modo impressionante! Todos estes elementos colaborando para o leitor mergulhar neste cenário de fantasia.

Conta a história de grupo de aventureiros típico dos jogos de RPG, ainda no início de carreira. Quarteto clássico: O guerreiro Brock, a ladina Kaycee, o mago Melrik e clériga, Irmã Lyria. A dinâmica do relacionamento entre os personagens é um aspecto bem desenvolvido na narrativa.

Neste universo, grupos de aventureiros exploradores de masmorras são chamados de Dungeoneers. Este grupo, ainda não tem um nome, mas outros citados são a Companhia Escarlate e os Novos Saqueadores.

A trama principal tem início quando um encapuzado misterioso chamado Corvas, oferece uma boa recompensa para uma simples missão de escolta. É claro que a missão acaba não sendo tão simples assim, e no meio desta, surge Breen, uma jovem com um passado complicado e que talvez, possa trazer problemas para o grupo, no futuro.

Dungeoneers 1, traz um pequeno prólogo, uma história fechada cheia de ação e mistério e um epílogo que deixa em aberto espaço para o desenvolvimento de uma trama de cunho político, nas próximas edições.

Curte RPG ou histórias de fantasia? Ficou curioso? Você pode baixar o prólogo aqui ou mesmo adquirir a HQ enviando uma mensagem diretamente ao autor em seus perfis: @marciofiorito ou @dungeoneers_comic.

Ou ainda, na loja RPG Planet: https://www.rpgplanet.com.br/product-page/dungeoneers-1

Carl’s Doomsday Scenario (Dungeon Crawler Carl #2) – Matt Dinniman

Carl e Donut estão de volta — e o caos também!

Em Carl’s Doomsday Scenario, Matt Dinniman entrega uma continuação eletrizante, expandindo seu universo insano de maneiras surpreendentes. Se o primeiro livro era uma explosão ininterrupta de ação e humor, aqui a série amadurece sem perder a essência divertida que conquistou tantos leitores.

Uma nova fase para Carl e Donut

Logo após os eventos alucinantes do primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario retoma a história exatamente onde a deixamos: Carl, sua gata falante Donut e seus aliados enfrentando as novas e imprevisíveis fases da Masmorra.

A escala da história cresce de maneira impressionante. O mundo apresentado por Dinniman se mostra ainda mais vasto e criativo, cheio de novas missões, personagens bizarros e mecânicas de jogo ainda mais inventivas. A imprevisibilidade continua sendo uma das maiores forças da série — você nunca sabe o que vai acontecer na próxima página.

Humor, emoção e um novo ritmo

O humor irreverente segue firme, mas Dinniman ousa fazer um pequeno pivô: ao invés de apenas dobrar a aposta na comédia, ele aprofunda o desenvolvimento emocional dos personagens.
Carl e Donut deixam de ser apenas uma dupla engraçada para se tornarem figuras com as quais nos importamos de verdade. E isso rende momentos genuinamente tocantes — um deles triste, outro caloroso — provando a habilidade do autor em equilibrar leveza e emoção mesmo em meio ao caos.

Comparado ao primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario talvez não alcance os mesmos picos de euforia constantes. Há um trecho inicial onde a narrativa perde um pouco do ritmo, mas logo em seguida ela se recupera com uma sequência de missões ainda mais malucas e envolventes.

Personagens, classes e criatividade sem limites

Uma das delícias da série é ver as combinações insanas de raças e classes dos personagens. A criatividade de Dinniman nessa área parece não ter limites, trazendo novas possibilidades a cada turno do jogo.

O crescimento de Carl como personagem é notável. Ele está se tornando cada vez mais digno do título de herói improvável que a história constrói — ainda cínico, ainda sarcástico, mas também mais humano e decidido.

Conclusão

Carl’s Doomsday Scenario é um segundo volume sólido e inventivo, que comprova que a série Dungeon Crawler Carl é muito mais do que apenas um LitRPG focado apenas em mecânica de jogo.
É uma montanha-russa de emoção, comédia e criatividade, que não tem medo de surpreender, emocionar e deixar o leitor preso do início ao fim.

Se você gostou do primeiro livro, vai adorar ver para onde essa aventura ainda pode nos levar.

Se você tem Kindle Unlimited, curte fantasia, RPG e lê em inglês, não perca essa série!

Page 1 of 39

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén