É bom voltar a este mundo de ruínas antigas, conflito entre guildas, horrores ancestrais e pesadelos que insistem em despertar.
Com o lançamento de O Mapa Estilhaçado, a série Espadas & Horrores avança para sua segunda parte, dando continuidade aos eventos iniciados em A Tumba Grandiosa.
Nesta nova parte da série, voltamos a acompanhar Drhaff, a ladina estudiosa marcada pelo contato com forças antigas, e Rose Um’Yarg, a guerreira estrangeira cuja presença parece sempre atrair o extraordinário.
Mantendo o equilíbrio entre aventura, tensão, atmosfera sombria e uma pitada de humor, O Mapa Estilhaçado amplia o cenário apresentado no conto anterior. O veterano Raav e o mago nômade Zjian se juntam a Rose e Dhraff numa perigosa missão. Enquanto as barreiras entre as dimensões estão abaladas, cada descoberta carrega um preço.
Quando comecei esse projeto, minha intenção era prestar uma homenagem direta à tradição da espada e feitiçaria — em especial ao escritor Fritz Leiber e à sua clássica dupla, Fafhrd e o Gray Mouser. Histórias de aventura, perigo e exploração, onde o heroísmo é imperfeito e o mundo reage às escolhas dos personagens.
Outra fonte de inspiração veio de uma antiga campanha de RPG que girava em torno da exploração da Tumba Grandiosa, a maior e mais famosa catacumba daquele mundo.
Minha ideia inicial era escrever alguns contos ambientados nesse cenário, sem a obrigação de seguir os mesmos personagens ou uma linha narrativa contínua. No entanto, ao apresentar Rose Um’Yarg e Drhaff, algo mudou.
Gostei tanto da dinâmica entre Rose e Drhaff que, ao escrever as partes seguintes, percebi que estava criando não apenas contos independentes, mas um romance seriado. Com três partes já escritas e a quarta em desenvolvimento, ficou claro que essa história pede fôlego maior. Ainda assim, cada parte é pensada para funcionar num pequeno arco narrativo com espaço para continuidade e expansão.
Não sei ainda quantas partes essa série terá. Pode terminar em oito, quinze ou seguir por ainda mais caminhos. Esse é um projeto que cresce conforme é escrito, guiado pela curiosidade, pelo risco e pelo prazer de explorar mundos imaginários sem rotas seguras.
Confesso: viciei na série Dungeon Crawler Carl, escrita pelo autor norte-americano Matt Dinniman. Já publiquei aqui resenhas dos livros 1, 2 e do 3 ao 5, e acabei de concluir a leitura do sexto volume, The Eye of the Bedlam Bride. A leitura foi ótima — divertida, surpreendente e, mais uma vez, impressionante pela forma como o autor consegue inserir novos conceitos, mecânicas e reviravoltas no universo da série, mesmo nesta altura da história. Adorei a participação de orixás como Ogum e Yemanjá, e também figuras absurdas como o Uzi Jesus, demônios do tamanho de kaijus, caranguejos e focas mestres em artes marciais e menções à “raça” curupira (um dos personagens, o brasileiro, Osvaldo, é um Curupira Ranger, rs).
Curioso para saber mais sobre o autor, fui atrás de algumas entrevistas. Li uma publicada na Grimdark Magazine, outra no blog Before We Go, e por fim, a mais recente — que traduzi a seguir — feita pelo blogueiro Paul Semel.
Antes de ir para a entrevista, um pouco mais sobre o autor. Além de ser escritor, Matt Dinniman, também é artista gráfico e músico (toca baixo em duas bandas). Natural de Gig Harbor, Washington, EUA, começou a publicar a série DCC de forma independente em 2019, mas hoje já tem livros em editoras tracionais e em audiobooks (que venderam mais que o formato físico).
Foto por: Toby Dinniman
Em agosto de 2024, os direitos da série foram comprados pela Universal e Seth MacFarlane. Está sendo adaptada uma série para TV com roteiro de Christopher Yost.
Dinniman se descreve como “pantser” — ou seja, escreve sem um roteiro rígido, improvisando conforme avança. Ele mantém meticulosos registros da trama, utilizando planilhas que levaram à criação de um banco de dados em Notion por conta da complexidade.
Inspirado por jogos como RuneScape, Diablo e StarCraft, Dinniman introduz mecânicas de RPG e jogos dentro da narrativa, como sistemas de níveis, experiência e cartas que refletem essas influências dentro da história fictícia.
Ele costuma permitir que apoiadores do Patreon votem em aspectos da história — como a escolha de Cuba como cenário do oitavo andar em The Eye of the Bedlam Bride.
Desde 2023, foi anunciada uma webcomic oficial de Dungeon Crawler Carl, em desenvolvimento com a Laurel Pursuit Art Studio.
O plano atual do autor é completar a saga Dungeon Crawler Carl em cerca de dez livros, embora ele afirme que “nada é definitivo”.
Também é autor da série Dominion of Blades, dos livros The Shivered Sky e de romances como Kaiju: Battlefield Surgeon e Operation Bounce House (com publicação prevista para 2026).
Entrevista publicada originalmente no por Paul Semel, em 15 de maio de 2025.
Cinco anos atrás, o autor Matt Dinniman lançou sua série de ficção científica / fantasia / LitRPG Dungeon Crawler Carl quando publicou de forma independente o primeiro romance da série… e rapidamente chamou a atenção dos fãs de histórias LitRPG. Isso, por sua vez, chamou a atenção da Ace Books, que começou a relançar os romances em 2024.
Com o sexto livro, The Eye Of The Bedlam Bride (O Olho da Noiva do Caos), recém-lançado pela Ace em capa dura (nos EUA) — poucas semanas após o relançamento do quarto (The Gate Of The Feral Gods / O Portal dos Deuses Selvagens) e do quinto (The Butcher’s Masquerade / O Baile do Açougueiro) — conversei com Dinniman por e-mail sobre a série e sobre Bedlam Bride.
Para quem nunca leu os romances de Dungeon Crawler Carl, quem é Carl, o que ele faz, sobre o que é essa série, e quando e onde essas histórias se passam?
Dungeon Crawler Carl é um livro sobre um eletricista naval de 27 anos, ex-guarda-costeira, que, junto com a gata de exposição premiada de sua ex-namorada, é forçado a competir em um reality show alienígena chamado Dungeon Crawler World.
E tem um motivo específico para a gata da ex-namorada de Carl se chamar Princess Donut? É porque quando ela se deita pra tirar um cochilo, ela se enrola como uma rosquinha? Porque no livro The Last Gifts Of The Universe de Riley August, o gato se chama Pumpkin exatamente por esse motivo.
Princess Donut é uma gata de exposição, e seu nome completo é GC, BWR, NW Princess Donut The Queen Anne Chonk. Como na maioria dos gatis, há um tema nos nomes de todos os gatos. No caso dela, todos os parentes têm nomes inspirados em doces. Ela tem um irmão chamado Skittles, por exemplo.
Legal. E então, para quem já leu os livros anteriores, sobre o que é The Eye Of The Bedlam Bride, e em que momento ele se passa em relação ao livro anterior, The Butcher’s Masquerade?
O programa em que eles estão presos consiste em uma masmorra de 18 andares. The Butcher’s Masquerade é o clímax dos andares seis e sete.
A ação de The Eye Of The Bedlam Bride começa imediatamente após o fim de Masquerade, e detalha os acontecimentos do oitavo andar. Cada andar apresenta desafios diferentes, e no oitavo, eles se encontram numa cópia da superfície da Terra nas semanas que antecedem a invasão alienígena. Eles precisam encontrar e capturar monstros, que são transformados em cartas, e então precisam lutar usando essas cartas.
De onde veio a ideia original para The Eye Of The Bedlam Bride, e como, se é que mudou, ela evoluiu conforme você escrevia?
A localização desse andar, Cuba, foi escolhida por votação no meu Patreon. A ideia das cartas é algo que eu já tinha em mente há bastante tempo.
Os romances Dungeon Crawler Carl misturam ficção científica e fantasia, mas também são o que se chama de LitRPGs. Para quem não conhece o termo, o que é um romance LitRPG, e como a série usa esses elementos?
Um romance LitRPG é um livro onde algum aspecto do mundo em que os personagens vivem é controlado por mecânicas semelhantes às de videogames. Por exemplo, em Dungeon Crawler Carl, eles estão jogando um jogo. Os personagens e os leitores estão cientes disso. Todos começam no nível 1, e quando matam inimigos, ganham pontos de experiência e sobem de nível. Ao subir de nível, podem alocar “pontos” para aumentar força, destreza, etc. Os personagens têm consciência dessas regras do mundo. Eles podem aprender magias. É como estar preso em um videogame na vida real.
Você publicou originalmente os seis primeiros romances de Dungeon Crawler Carl de forma independente, incluindo The Eye Of The Bedlam Bride. Ele foi influenciado por algum autor ou história que não tinha sido influência — ou não tanto — nos livros anteriores?
Não particularmente, não. Mas o aspecto das cartas desse andar foi fortemente influenciado por Pokémon e Yu-Gi-Oh.
Agora, o motivo desta entrevista é que The Eye Of The Bedlam Bride está sendo relançado pela Ace Books. E, pelo que entendi, essa nova edição impressa tem conteúdo extra. O que foi adicionado à edição de Bedlam Bride, e por que você quis incluir isso?
A versão publicada pela Ace é quase idêntica em todos os aspectos, com exceção de um zilhão de vírgulas a mais [risos]. Já os livros em capa dura incluem uma história paralela extra chamada Backstage At The Pineapple Cabaret (Nos Bastidores do Cabaré do Abacaxi). É uma narrativa contínua sobre NPCs dentro do jogo.
Mas The Eye Of The Bedlam Bride não é o único Dungeon Crawler Carl sendo relançado. Uma nova versão do quinto livro, The Butcher’s Masquerade (2023), saiu há um mês, enquanto a do quarto, The Gate Of The Feral Gods (2021), foi relançada algumas semanas antes. Sobre o que são esses livros, e como se conectam aos anteriores?
The Gate Of The Feral Gods conta a história do quinto andar da masmorra, enquanto The Dungeon Anarchist’s Cookbook é sobre o quarto andar. Todos esses livros começam imediatamente após o final do anterior.
E as novas versões de The Butcher’s Masquerade e The Gate Of The Feral Gods também têm extras, como The Eye Of The Bedlam Bride?
Sim. Cada um deles tem um novo capítulo de Backstage At The Pineapple Cabaret.
Por fim, se alguém gostou de The Eye Of The Bedlam Bride e dos outros livros de Dungeon Crawler Carl, que romance ou novela LitRPG de outro autor você recomendaria, para ler enquanto espera o próximo livro do Carl?
Eu adoro a série The Wandering Inn da pirate aba, He Who Fights With Monsters do Shirtaloon, The Good Guys de Eric Ugland, e a série Cradle de Will Wight.
Agora, após ler os livros 3, 4 e 5, posso afirmar: a série só melhora e se expande em criatividade e emoção, mantendo tudo aquilo que conquistou nos primeiros volumes e adicionando novas camadas de complexidade. Já querendo ler os livros 6 e 7 da série…
A seguir, compartilho impressões sem spoilers críticos para você decidir se vale continuar — e, sinceramente, vale muito.
Livro 3 – The Dungeon Anarchist’s Cookbook
Neste volume, Carl, Donut e Mongo descem para um nível caótico em forma de túneis e estações de trem, quase como um metrô alienígena assassino, enquanto enfrentam os mantaurs, criaturas como centauros, só que com parte de baixo de humana e quadrúpede, e parte de cima com torso e cabeça humanos, que adicionam tensão e humor às batalhas.
Este livro marca também a primeira aparição de um deus dentro da dungeon, um evento que muda a escala da história e sinaliza que forças muito maiores estão em jogo.
Outro ponto interessante é como os conflitos políticos e corporativos fora da dungeon começam a afetar diretamente os eventos dentro dela. Patrocinadores, corporações e interesses galácticos começam a manipular o nível, transformando o reality show mortal em um palco de intrigas e disputas de poder.
Apesar de continuar com as mecânicas de loot, habilidades e evolução, Dinniman consegue incluir reflexões inesperadas sobre identidade e resistência sem perder o tom divertido e acelerado que define a série.
Livro 4 – The Gate of the Feral Gods
Se você gosta da estrutura de “fases” de RPG, este volume vai te conquistar. A missão de Carl e sua equipe parece simples: quatro castelos em quinze dias para liberar a escada de acesso ao próximo nível. Mas, como sempre, nada é simples em Dungeon Crawler Carl.
Os quatro locais são:
Uma fortaleza flutuante controlada por gnomos guerreiros.
Um castelo de areia com segredos inesperados.
Um submarino abandonado, protegido por máquinas defeituosas e perigos constantes.
Uma cripta assombrada, repleta de armadilhas letais.
Pela primeira vez, Carl e Donut percebem que não podem fazer tudo sozinhos. Eles precisam unir forças com outros “rastejadores” de nível mais baixo — aqueles personagens que você mal acredita que ainda estejam vivos — em alianças frágeis e temporárias, levantando questões sobre confiança e sobrevivência coletiva.
O humor de Donut, o caos de Mongo e o sarcasmo de Carl continuam presentes, mas o volume também traz tensões sobre o que significa confiar em aliados e os custos de cada decisão em um mundo onde todos querem sobreviver.
Livro 5 – The Butcher’s Masquerade
Se a série já era boa, The Butcher’s Masquerade eleva tudo para outro patamar, entregando o volume mais emocionante e equilibrado até agora.
Neste livro, Carl e sua equipe chegam aos Hunting Grounds, onde os jogadores passam a ser alvo de caçadores, que são pessoas vindas de todos os locais da galáxia e que entram na masmorra encarnando personagens muito fortes e cheios de equipamentos especiais.
Os caçadores e guildas tornam-se peças centrais neste nível, trazendo uma nova camada de estratégia e política interna. Conquistar cidades, gerenciar alianças e lidar com traições se tornam parte do jogo, enquanto o nível se transforma em um verdadeiro tabuleiro de guerra.
Um dos arcos mais impactantes é o da NPC “elite” Signet, a princesa meio-elfa, meio-naiad, que busca vingança contra sua irmã em uma trama iniciada no livro 2. Aqui, a história se aprofunda, trazendo batalhas emocionantes e reviravoltas morais, enquanto Signet se firma como uma personagem marcante no universo da série.
Mesmo em meio a toda a ação, o humor continua afiado, com Donut atingindo novos níveis de protagonismo (e estrelismo) e Mongo causando caos como sempre. Ao mesmo tempo, os eventos fora da dungeon continuam a influenciar os acontecimentos, lembrando que os verdadeiros monstros podem estar entre os que assistem ao show do lado de fora.
O volume entrega momentos hilários ao lado de cenas de carga emocional inesperada, explorando temas como trauma, lealdade, sacrifício e resistência com profundidade surpreendente para uma série LitRPG.
Vale a pena continuar?
Sim, e muito.
Os livros 3, 4 e 5 de Dungeon Crawler Carl:
Expandem o universo com cenários criativos e desafios épicos.
Introduzem personagens marcantes e desenvolvem os que já conhecemos.
Misturam humor, crítica social e ação frenética como poucos livros conseguem.
Mantêm o ritmo de leitura viciante, com surpresas a cada fase.
Matt Dinniman continua a entregar volumes que fazem você rir, prender a respiração e virar páginas até tarde da noite. Dungeon Crawler Carl é mais do que um LitRPG: é uma série sobre resistência, humanidade e humor em meio ao caos, construída com uma criatividade que a torna única.
Você está lendo Dungeon Crawler Carl? Pretende começar a série? Deixe nos comentários suas impressões (sem spoilers!) e compartilhe com quem ama RPG, fantasia e humor ácido.
Dungeoneers 1 é uma HQ em cores, 28 páginas, inspirada na experiência de muitos anos do autor jogando RPGs de mesa, como por exemplo, Dungeons & Drangons. Tem história e desenhos de Marcio Fiorito, Cores de Renato Spiller e PH Gomes, letras de Deyvison Manes e produção gráfica de Priscilla Serradourada.
Financiada com grande êxito pelo Catarse, a incrível arte de Marcio Fiorito é ponto de destaque da HQ: temos um ótimo design de personagens, belas cenas de ação e ambientes detalhados do modo impressionante! Todos estes elementos colaborando para o leitor mergulhar neste cenário de fantasia.
Conta a história de grupo de aventureiros típico dos jogos de RPG, ainda no início de carreira. Quarteto clássico: O guerreiro Brock, a ladina Kaycee, o mago Melrik e clériga, Irmã Lyria. A dinâmica do relacionamento entre os personagens é um aspecto bem desenvolvido na narrativa.
Neste universo, grupos de aventureiros exploradores de masmorras são chamados de Dungeoneers. Este grupo, ainda não tem um nome, mas outros citados são a Companhia Escarlate e os Novos Saqueadores.
A trama principal tem início quando um encapuzado misterioso chamado Corvas, oferece uma boa recompensa para uma simples missão de escolta. É claro que a missão acaba não sendo tão simples assim, e no meio desta, surge Breen, uma jovem com um passado complicado e que talvez, possa trazer problemas para o grupo, no futuro.
Dungeoneers 1, traz um pequeno prólogo, uma história fechada cheia de ação e mistério e um epílogo que deixa em aberto espaço para o desenvolvimento de uma trama de cunho político, nas próximas edições.
Curte RPG ou histórias de fantasia? Ficou curioso? Você pode baixar o prólogo aqui ou mesmo adquirir a HQ enviando uma mensagem diretamente ao autor em seus perfis: @marciofiorito ou @dungeoneers_comic.
Em Carl’s Doomsday Scenario, Matt Dinniman entrega uma continuação eletrizante, expandindo seu universo insano de maneiras surpreendentes. Se o primeiro livro era uma explosão ininterrupta de ação e humor, aqui a série amadurece sem perder a essência divertida que conquistou tantos leitores.
Uma nova fase para Carl e Donut
Logo após os eventos alucinantes do primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario retoma a história exatamente onde a deixamos: Carl, sua gata falante Donut e seus aliados enfrentando as novas e imprevisíveis fases da Masmorra.
A escala da história cresce de maneira impressionante. O mundo apresentado por Dinniman se mostra ainda mais vasto e criativo, cheio de novas missões, personagens bizarros e mecânicas de jogo ainda mais inventivas. A imprevisibilidade continua sendo uma das maiores forças da série — você nunca sabe o que vai acontecer na próxima página.
Humor, emoção e um novo ritmo
O humor irreverente segue firme, mas Dinniman ousa fazer um pequeno pivô: ao invés de apenas dobrar a aposta na comédia, ele aprofunda o desenvolvimento emocional dos personagens. Carl e Donut deixam de ser apenas uma dupla engraçada para se tornarem figuras com as quais nos importamos de verdade. E isso rende momentos genuinamente tocantes — um deles triste, outro caloroso — provando a habilidade do autor em equilibrar leveza e emoção mesmo em meio ao caos.
Comparado ao primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario talvez não alcance os mesmos picos de euforia constantes. Há um trecho inicial onde a narrativa perde um pouco do ritmo, mas logo em seguida ela se recupera com uma sequência de missões ainda mais malucas e envolventes.
Personagens, classes e criatividade sem limites
Uma das delícias da série é ver as combinações insanas de raças e classes dos personagens. A criatividade de Dinniman nessa área parece não ter limites, trazendo novas possibilidades a cada turno do jogo.
O crescimento de Carl como personagem é notável. Ele está se tornando cada vez mais digno do título de herói improvável que a história constrói — ainda cínico, ainda sarcástico, mas também mais humano e decidido.
Conclusão
Carl’s Doomsday Scenario é um segundo volume sólido e inventivo, que comprova que a série Dungeon Crawler Carl é muito mais do que apenas um LitRPG focado apenas em mecânica de jogo. É uma montanha-russa de emoção, comédia e criatividade, que não tem medo de surpreender, emocionar e deixar o leitor preso do início ao fim.
Se você gostou do primeiro livro, vai adorar ver para onde essa aventura ainda pode nos levar.
Se você tem Kindle Unlimited, curte fantasia, RPG e lê em inglês, não perca essa série!