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Série Dungeon Crawler Carl, livros 3 a 5.

Dungeon Crawler Carl: Por que continuar essa série insana (e cada vez melhor)

Já compartilhei aqui as resenhas de Dungeon Crawler Carl (Livro 1) e Carl’s Doomsday Scenario (Livro 2), onde Matt Dinniman apresenta um mundo que mistura humor caótico, ação frenética e crítica social em um dos LitRPGs mais viciantes disponíveis hoje.

Agora, após ler os livros 3, 4 e 5, posso afirmar: a série só melhora e se expande em criatividade e emoção, mantendo tudo aquilo que conquistou nos primeiros volumes e adicionando novas camadas de complexidade. Já querendo ler os livros 6 e 7 da série…

A seguir, compartilho impressões sem spoilers críticos para você decidir se vale continuar — e, sinceramente, vale muito.


Livro 3 – The Dungeon Anarchist’s Cookbook

Neste volume, Carl, Donut e Mongo descem para um nível caótico em forma de túneis e estações de trem, quase como um metrô alienígena assassino, enquanto enfrentam os mantaurs, criaturas como centauros, só que com parte de baixo de humana e quadrúpede, e parte de cima com torso e cabeça humanos, que adicionam tensão e humor às batalhas.

Este livro marca também a primeira aparição de um deus dentro da dungeon, um evento que muda a escala da história e sinaliza que forças muito maiores estão em jogo.

Outro ponto interessante é como os conflitos políticos e corporativos fora da dungeon começam a afetar diretamente os eventos dentro dela. Patrocinadores, corporações e interesses galácticos começam a manipular o nível, transformando o reality show mortal em um palco de intrigas e disputas de poder.

Apesar de continuar com as mecânicas de loot, habilidades e evolução, Dinniman consegue incluir reflexões inesperadas sobre identidade e resistência sem perder o tom divertido e acelerado que define a série.


Livro 4 – The Gate of the Feral Gods

Se você gosta da estrutura de “fases” de RPG, este volume vai te conquistar. A missão de Carl e sua equipe parece simples: quatro castelos em quinze dias para liberar a escada de acesso ao próximo nível. Mas, como sempre, nada é simples em Dungeon Crawler Carl.

Os quatro locais são:

  • Uma fortaleza flutuante controlada por gnomos guerreiros.
  • Um castelo de areia com segredos inesperados.
  • Um submarino abandonado, protegido por máquinas defeituosas e perigos constantes.
  • Uma cripta assombrada, repleta de armadilhas letais.

Pela primeira vez, Carl e Donut percebem que não podem fazer tudo sozinhos. Eles precisam unir forças com outros “rastejadores” de nível mais baixo — aqueles personagens que você mal acredita que ainda estejam vivos — em alianças frágeis e temporárias, levantando questões sobre confiança e sobrevivência coletiva.

O humor de Donut, o caos de Mongo e o sarcasmo de Carl continuam presentes, mas o volume também traz tensões sobre o que significa confiar em aliados e os custos de cada decisão em um mundo onde todos querem sobreviver.


Livro 5 – The Butcher’s Masquerade

Se a série já era boa, The Butcher’s Masquerade eleva tudo para outro patamar, entregando o volume mais emocionante e equilibrado até agora.

Neste livro, Carl e sua equipe chegam aos Hunting Grounds, onde os jogadores passam a ser alvo de caçadores, que são pessoas vindas de todos os locais da galáxia e que entram na masmorra encarnando personagens muito fortes e cheios de equipamentos especiais.

Os caçadores e guildas tornam-se peças centrais neste nível, trazendo uma nova camada de estratégia e política interna. Conquistar cidades, gerenciar alianças e lidar com traições se tornam parte do jogo, enquanto o nível se transforma em um verdadeiro tabuleiro de guerra.

Um dos arcos mais impactantes é o da NPC “elite” Signet, a princesa meio-elfa, meio-naiad, que busca vingança contra sua irmã em uma trama iniciada no livro 2. Aqui, a história se aprofunda, trazendo batalhas emocionantes e reviravoltas morais, enquanto Signet se firma como uma personagem marcante no universo da série.

Mesmo em meio a toda a ação, o humor continua afiado, com Donut atingindo novos níveis de protagonismo (e estrelismo) e Mongo causando caos como sempre. Ao mesmo tempo, os eventos fora da dungeon continuam a influenciar os acontecimentos, lembrando que os verdadeiros monstros podem estar entre os que assistem ao show do lado de fora.

O volume entrega momentos hilários ao lado de cenas de carga emocional inesperada, explorando temas como trauma, lealdade, sacrifício e resistência com profundidade surpreendente para uma série LitRPG.


Vale a pena continuar?

Sim, e muito.

Os livros 3, 4 e 5 de Dungeon Crawler Carl:

  • Expandem o universo com cenários criativos e desafios épicos.
  • Introduzem personagens marcantes e desenvolvem os que já conhecemos.
  • Misturam humor, crítica social e ação frenética como poucos livros conseguem.
  • Mantêm o ritmo de leitura viciante, com surpresas a cada fase.
  • Trazem evolução de personagens em meio ao caos.

Se você ainda não começou, leia antes a resenha do Livro 1 e a resenha do Livro 2 para entender o ponto de partida dessa saga maluca.

Matt Dinniman continua a entregar volumes que fazem você rir, prender a respiração e virar páginas até tarde da noite. Dungeon Crawler Carl é mais do que um LitRPG: é uma série sobre resistência, humanidade e humor em meio ao caos, construída com uma criatividade que a torna única.


Você está lendo Dungeon Crawler Carl? Pretende começar a série? Deixe nos comentários suas impressões (sem spoilers!) e compartilhe com quem ama RPG, fantasia e humor ácido.

Dungeoneers 1 – Marcio Fiorito

Dungeoneers 1 é uma HQ em cores, 28 páginas, inspirada na experiência de muitos anos do autor jogando RPGs de mesa, como por exemplo, Dungeons & Drangons. Tem história e desenhos de Marcio Fiorito, Cores de Renato Spiller e PH Gomes, letras de Deyvison Manes e produção gráfica de Priscilla Serradourada.

Financiada com grande êxito pelo Catarse, a incrível arte de Marcio Fiorito é ponto de destaque da HQ: temos um ótimo design de personagens, belas cenas de ação e ambientes detalhados do modo impressionante! Todos estes elementos colaborando para o leitor mergulhar neste cenário de fantasia.

Conta a história de grupo de aventureiros típico dos jogos de RPG, ainda no início de carreira. Quarteto clássico: O guerreiro Brock, a ladina Kaycee, o mago Melrik e clériga, Irmã Lyria. A dinâmica do relacionamento entre os personagens é um aspecto bem desenvolvido na narrativa.

Neste universo, grupos de aventureiros exploradores de masmorras são chamados de Dungeoneers. Este grupo, ainda não tem um nome, mas outros citados são a Companhia Escarlate e os Novos Saqueadores.

A trama principal tem início quando um encapuzado misterioso chamado Corvas, oferece uma boa recompensa para uma simples missão de escolta. É claro que a missão acaba não sendo tão simples assim, e no meio desta, surge Breen, uma jovem com um passado complicado e que talvez, possa trazer problemas para o grupo, no futuro.

Dungeoneers 1, traz um pequeno prólogo, uma história fechada cheia de ação e mistério e um epílogo que deixa em aberto espaço para o desenvolvimento de uma trama de cunho político, nas próximas edições.

Curte RPG ou histórias de fantasia? Ficou curioso? Você pode baixar o prólogo aqui ou mesmo adquirir a HQ enviando uma mensagem diretamente ao autor em seus perfis: @marciofiorito ou @dungeoneers_comic.

Ou ainda, na loja RPG Planet: https://www.rpgplanet.com.br/product-page/dungeoneers-1

Carl’s Doomsday Scenario (Dungeon Crawler Carl #2) – Matt Dinniman

Carl e Donut estão de volta — e o caos também!

Em Carl’s Doomsday Scenario, Matt Dinniman entrega uma continuação eletrizante, expandindo seu universo insano de maneiras surpreendentes. Se o primeiro livro era uma explosão ininterrupta de ação e humor, aqui a série amadurece sem perder a essência divertida que conquistou tantos leitores.

Uma nova fase para Carl e Donut

Logo após os eventos alucinantes do primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario retoma a história exatamente onde a deixamos: Carl, sua gata falante Donut e seus aliados enfrentando as novas e imprevisíveis fases da Masmorra.

A escala da história cresce de maneira impressionante. O mundo apresentado por Dinniman se mostra ainda mais vasto e criativo, cheio de novas missões, personagens bizarros e mecânicas de jogo ainda mais inventivas. A imprevisibilidade continua sendo uma das maiores forças da série — você nunca sabe o que vai acontecer na próxima página.

Humor, emoção e um novo ritmo

O humor irreverente segue firme, mas Dinniman ousa fazer um pequeno pivô: ao invés de apenas dobrar a aposta na comédia, ele aprofunda o desenvolvimento emocional dos personagens.
Carl e Donut deixam de ser apenas uma dupla engraçada para se tornarem figuras com as quais nos importamos de verdade. E isso rende momentos genuinamente tocantes — um deles triste, outro caloroso — provando a habilidade do autor em equilibrar leveza e emoção mesmo em meio ao caos.

Comparado ao primeiro livro, Carl’s Doomsday Scenario talvez não alcance os mesmos picos de euforia constantes. Há um trecho inicial onde a narrativa perde um pouco do ritmo, mas logo em seguida ela se recupera com uma sequência de missões ainda mais malucas e envolventes.

Personagens, classes e criatividade sem limites

Uma das delícias da série é ver as combinações insanas de raças e classes dos personagens. A criatividade de Dinniman nessa área parece não ter limites, trazendo novas possibilidades a cada turno do jogo.

O crescimento de Carl como personagem é notável. Ele está se tornando cada vez mais digno do título de herói improvável que a história constrói — ainda cínico, ainda sarcástico, mas também mais humano e decidido.

Conclusão

Carl’s Doomsday Scenario é um segundo volume sólido e inventivo, que comprova que a série Dungeon Crawler Carl é muito mais do que apenas um LitRPG focado apenas em mecânica de jogo.
É uma montanha-russa de emoção, comédia e criatividade, que não tem medo de surpreender, emocionar e deixar o leitor preso do início ao fim.

Se você gostou do primeiro livro, vai adorar ver para onde essa aventura ainda pode nos levar.

Se você tem Kindle Unlimited, curte fantasia, RPG e lê em inglês, não perca essa série!

Dungeon Crawler Carl – Matt Dinniman


Uma aventura insana, hilária e surpreendente.


Uma surpresa divertida e insana

Já fazia um bom tempo que um livro não me surpreendia tanto. Dungeon Crawler Carl começa como uma história absurda: a Terra é destruída por alienígenas que transformam o planeta em um grande reality show intergaláctico — um jogo mortal transmitido para toda a galáxia.

Carl, o protagonista, é um homem comum. Sua jornada começa numa noite fria, quando sai de casa apenas para tentar resgatar a gata da ex-namorada, a Princesa Donut. Os dois acabam entre os poucos sobreviventes da primeira “fase” do apocalipse e são lançados numa masmorra gigantesca, onde a sobrevivência é transformada em espetáculo.

Ele e a gatinha, Princesa Donut, terão que superar inúmeras situações em busca da sobrevivência e da fama, pois logo aprendem que os competidores mais populares tem mais chances de sobrevivência.

“A imaginação de Matt Dinniman beira o insano — e esse é exatamente o charme do livro.”


O que é LitRPG?

O livro se encaixa no gênero LitRPG ou progression fantasy, uma mistura entre narrativa de fantasia e mecânicas de videogame. Há menus de status, habilidades, monstros, níveis, baús com recompensas e chefões — todos tratados com criatividade e humor.

Mas o humor não é tudo. É também um livro de aventuras com personagens interessantes, sensação de perigo constante, e que lida muito bem com atiçar a curiosidade do leitor. Pode parecer uma história simples, algo como a mistura de Big Brother com Minecraft Dungeons, mas ela possui mais camadas, evidenciando uma trama política e econômica por trás do jogo mortal em si.

O humor oscila entre o pastelão e a crítica social. É difícil não lembrar de autores como Terry Pratchett ou Douglas Adams, embora o tom aqui seja mais escrachado. Dinniman mistura referências da cultura pop, sarcasmo e até certa acidez política.

Protagonistas carismáticos

A relação entre os dois protagonistas é um dos pontos altos. Donut, a gata falante, é muito mais que um alívio cômico: ela tem personalidade, agência e protagonismo real.

Carl, por sua vez, evolui aos poucos — e não só nos atributos. Ele aprende as regras do jogo, mas também questiona o sistema e tenta manter sua humanidade num mundo onde todos viraram personagens de um game mortal.

Mais do que um jogo

Apesar do ritmo acelerado, o livro traz reflexões sobre espetacularização da violência, manipulação política e desumanização em nome do entretenimento.

Outro ponto forte do livro vem da capacidade do autor de usar com grande criatividade e humor elementos de jogos como menus, inventário de itens, atributos de personagens, itens mágicos, recompensas, habilidades, magias, grandes “chefões” etc.

A escrita de Matt Dinniman é direta e eficaz. Ele aposta na ação, no absurdo e na construção visual de mundo.

Vale a leitura?

Sim! Dungeon Crawler Carl é uma leitura frenética, divertida e cheia de surpresas. Tem ação, humor, crítica social e uma dupla de protagonistas que conquistam logo nas primeiras páginas.

Com sete volumes publicados, é uma ótima pedida para quem quer mergulhar numa série longa e viciante.


Para quem é este livro?

  • Leitores de fantasia que curtem aventuras insanas
  • Fãs de Dungeons & Dragons, Diablo, Final Fantasy
  • Quem quer uma leitura leve, mas inteligente
  • Leitores que amam protagonistas excêntricos (e gatas falantes nobres)
  • Aficionados por evolução de personagens e mundos expansivos

Destaques da leitura

  • O humor caótico e a crítica social embutida no formato de reality show
  • A dinâmica entre Carl e Donut
  • As reviravoltas criativas e monstros absurdamente inventivos
  • O ritmo frenético e a construção de mundo gradual
  • A constante sensação de que tudo pode acontecer

Leia agora

Dungeon Crawler Carl está disponível no Kindle Unlimited.

Starsight, Veja além das estrelas – Brandon Sanderson

Se Skyward nos apresentou à jornada de Spensa como cadete na academia de pilotos, enfrentando desafios pessoais e uma guerra aparentemente impossível contra os krell, Starsight expande significativamente esse universo.

A sequência leva Spensa além dos limites de seu mundo natal, Detritus, aprofundando as questões de identidade, preconceito e esperança que já eram centrais no primeiro livro. Agora, com uma escala maior e um cenário mais amplo, Brandon Sanderson expande sua narrativa, explorando a Supremacia, mais espécies de alienígenas, seus conflitos e os mistérios do próprio dom de Spensa.

Mas será que essa mudança de tom e escopo mantém o mesmo impacto emocional da história original?

A trama se inicia com uma batalha espacial envolvendo Spensa e seus companheiros, culminando na descoberta de gravações que revelam o passado de seu planeta e a ameaça dos Desbravadores. Terríveis seres de tamanho planetário provindos de outra dimensão. A queda de uma nave alienígena em Detritus proporciona a Spensa uma oportunidade única: infiltrar-se na Supremacia para obter informações cruciais para a sobrevivência da humanidade.

Assumindo a identidade da citônica Alanik, Spensa, acompanhada por M-Bot e sua lesma de estimação, Doomslug, adentra o território da Supremacia. Lá, ela interage com diversas espécies alienígenas, incluindo as quimeras, seres imateriais capazes de controlar máquinas; os kitsen, “hamsters” inteligentes, que funcionam como alívio cômico; e os Dione, com seu sistema de reprodução singular. Essas interações ampliam a compreensão de Spensa sobre o universo e desafiam suas percepções sobre aliados e inimigos.

Embora muitos leitores – eu incluso – tenham sentido falta de mais interações entre Spensa, Jorgen, Cobb e os personagens apresentados em Skyward, Starsight consegue se sustentar ao introduzir uma nova galeria de figuras interessantes.

Outro ponto interessante é como Starsight se afasta mais ainda mais da ficção científica hard e se aproxima de um tom mais fantasioso, especialmente com a exploração dos poderes citônicos de Spensa. Essa mudança pode dividir opiniões, mas contribui para a identidade única da série dentro do gênero.

No fim, Starsight é uma sequência que expande o universo e aprofunda a jornada de Spensa, ainda que em detrimento da presença dos personagens do primeiro livro. Apesar de um meio arrastado, a introdução de novas espécies, a relação entre Spensa e M-Bot, e os momentos de ação garantem uma leitura envolvente, ainda que não tão ágil quanto Skyward.

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