A Fonte Âmbar – Ana Lúcia Merege

A Fonte Âmbar

Ano: 2016 / Páginas: 300

Este foi certamente o melhor livro da série. Se em O Castelo das Águias, acompanhamos a história no ponto de vista de Anna, e em, A Ilha dos Ossos, de Kieram, neste último volume, temos múltiplos pontos de vista, mas principalmente os de Anna e Kieram.

Uma guerra terrível está para começar e Kieram e Anna, terão de marcar presença em Scyllix para atuar em defesa da Liga das Cidades contra o Tirano de Pengell e seu exército.

Mais que uma narrativa de guerra, A Fonte Âmbar é um mergulho no misterioso passado do Mago Kieram. Ele sempre foi muito reservado sobre alguns assuntos, mesmo com sua esposa. Mas ao viajarem juntos para a sua terra natal, será difícil que tais segredos se mantenham ocultos.

A narração, em múltiplos pontos de vista, funcionou muito bem para o andamento da trama, exceto em alguns momentos, nos quais alguns pontos de vistas de personagens secundários foram introduzidos apenas como uma ponte de transição entre capítulos, sem gerar envolvimento ou interesse maior por aquele personagem que narrou o capítulo.

Neste livro, temos duas tramas principais que correm em paralelo.

Primeiro, a trama envolvendo o passado de Kieram: suas relações com os parentes e a influência disto em questões de natureza política da cidade de Scyllix. O conselho da cidade está debatendo a questão do uso militar das águias e também da Fonte Âmbar, uma fonte com propriedades mágicas localizada no terreno da família de Kieram.

Segundo, a trama da guerra: que envolve entender as motivações dos invasores e também dos magos das trevas que integram as forças inimigas. Além dos confrontos, propriamente ditos.

O livro segue um ritmo de aumento progressivo do ritmo, sendo que a metade final atinge momentos de tensão maiores que os que vimos nos livros anteriores. Para leitores que tenham lido os livros anteriores e desejado ver um pouco mais de ação e conflitos, A Fonte Âmbar poderá ser uma leitura bem mais satisfatória.

Outra coisa bem legal no livro é o desenvolvimento que vemos com os personagens. Gostei especialmente do arco de Kieram, pois foi retratado, desde o início como alguém forte e capaz para atuar dentro do bem, mas que possui sérios conflitos internos e dificuldades de relacionamento. Neste livro, passamos a entender um pouco mais da dureza do personagem e vemos que ele também consegue evoluir um pouco dentro do seu campo de dificuldades. Já em Anna, também nota-se evolução, mas mais sutil. É a mulher de sempre, determinada, corajosa, conciliadora, um pouco teimosa e que tem como principal habilidade a capacidade de argumentação e convencimento. Mas é bem interessante ver personagens retratados com imperfeições que não chegam a ser completamente superadas e que continuam com eles durante toda sua trajetória.

Temos alguns bons personagens secundários na obra, como Seril, a irmã de Kieram, Doron, os elfos Fahel e Tammoran, Hillias (vilão do primeiro livro), entre outros.

O arco da guerra é bem interessante. Há uma tensão inicial que vai crescendo, mesmo antes que a guerra comece. Depois, vem a ocorrência de alguns conflitos e por fim, a forma gradual com que o conflito vai se resolvendo. Foi curiosa a  forma de retratar uma guerra, talvez até focalizando mais nos bastidores do que no conflito direto, em si.

Gostei muito de ver determinados tipos de antagonistas surgirem na narrativa. Sem dar spoilers específicos, me refiro a coisas que os magos das trevas fazem e convocam. Achei que isto elevou um pouco o nível de magia existente nas narrativas, se comparado ao que vimos nos livros anteriores. Fala-se sobre a classificação de obras como Alta Fantasia, as que tem muita presença de magia e criaturas mágicas, e Baixa Fantasia, quando magia e criaturas aparecem pouco. Os livros de Athelgard me deixaram em dúvida quanto a esse tipo de classificação, então, penso que, talvez, eles pertençam a uma hipotética Média Fantasia.

Deixando de lado essa coisa de Alta, Média ou Baixa, A Fonte Âmbar configura-se como o melhor livro da série. Percebi um amadurecimento significativo da autora, o que nos leva a ficar pensando e esperando ver mais romances chegando nesta ambientação… Há boas chances de que cheguem melhores ainda. Até lá, uma boa pedida e conhecer a série de contos que já foram editados.

Compre na Amazon.

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Artista: Sandara Tang

Sandara Tang é uma artista de Singapura muito talentosa que ama dragões, arte e dormir. Vejam um pouco do trabalho dela.

Sky Terror

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Dino and Rider

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AC:Origins - Water Life

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Blue Ribbon

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Black Crystal Dragon

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Snow Hunt

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Louisville Grand Prix playmat

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Betta2

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Snarl

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Red Crystal Dragon

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Lançamento do site do Homem-Café

Capa do site do Homem-Café

Hoje estou muito animado, pois eu e o Rafael Guimarães, estamos lançando o site do Homem-Café. Se nunca ouviu falar nesse super-herói brasileiro, vai lá para baixar o e-book grátis com o conto “A Morte do Homem-Café” revisado e ilustrado. As ilustrações do Rafael já dão o gostinho de como será a história em quadrinhos do Homem-Café.

Tem muita coisa legal sobre o Homem-Café.

Escrevi um artigo explicando toda a jornada de criação do herói, que começou em 1991 e que continua evoluindo até os dias de hoje. O conto que deu origem ao universo foi premiado na plataforma Wattpad e agora está em franca expansão.

TiradentesVamos também disponibilizar uma área para falar de todos os personagens do universo, o primeiro deles, Tiradentes, é um super-herói que lidera Os Novos Inconfidentes.

Você poderá assinar nossa newsletter para obter de graça a versão ilustrada do conto, que foi revisada e ajustada para estar mais compatível com a HQ que estamos elaborando. Vai ser uma graphic novel muito maneira que vai contar muitas coisas que não estão presentes na série de contos do Homem-Café disponível no Wattpad.

Aproveite que passou por aqui também para visitar meu perfil no Wattpad e os perfis: do Homem-Café no Instagram e Facebook.

 

Kung Fu Ganja – Volume 1 – Davi Calil

Capa Kung Fu Ganja

Kung Fu Ganja é uma webcomic de Davi Calil que ganhou uma linda versão impressa (selo Dead Hamster) através de um projeto de financiamento coletivo.

Possui desenhos incríveis de quem entende muito bem a linguagem dos quadrinhos, além de diálogos bem humorados e divertidos.

Seu protagonista, o menino Juan Xin Cai, não tem uma perna, mas isso não o impede de grandes realizações. Seu desejo é replantar uma floresta que está sendo inundada pelos gananciosos e malévolos membros da dinastia Song.

Juan

Personagens

Temos personagens incríveis e memoráveis, como muitos dos monges do monastério onde Juan cresceu. O traço do autor é realista em alguns momentos e cartunesco em outros, sendo as expressões faciais e corporais dos personagens excepcionais. A história tem muita ação e momentos hilários. O personagem de um samurai que surge na história é impagável. Não posso contar detalhes para evitar spoilers, mas é mesmo um personagem genial, tanto sua concepção e sua atuação na trama.

Tanto violões como heróis possuem mascotes, que também são um show à parte. O patinho Duck Norris, então, é ótimo!

Temas

Em relação às temática escolhida, além da pancadaria ao estilo oriental e Kung Fu, temos a causa ecológica, que também casou muito bem com a campanha do financiamento coletivo. Em algumas de suas recompensas o projeto propunha o plantio de árvores. (Genial!) A apropriação dos clichês da cultura oriental, os monges, o Kung Fu, mitologia, as ideias de sabedoria, são feitas com muita competência pelo autor. Ele não reproduz os clichês, simplesmente, ele brinca com eles de modo genial.

Outro tema trazido pelo autor é o do uso medicinal de ervas como a maconha. É uma brincadeira muito interessante o conceito de que poderes, como super agilidade e força, transmutação, ou controle mental de gigantes, podem ser ativados pelo uso de ervas/drogas/bebidas.

O linguajar e gírias usadas são um show a parte, trazendo muito humor e deixando a leitura leve e divertida. O livro encadernado ficou muito bonito e bem acabado. Vale a pena procurar o autor para ver se ele ainda tem alguma edição impressa para vender.

Dados do livro impresso

Encontre o autor e suas obras

Jason Engle

No artigo de apresentação de artistas desta semana, temos um artista autodidata.

Jason Engle é um artista que tem muitas ilustrações de jogos e obras de fantasia. Possui estúdio na Flórida, EUA, e fez muitas ilustrações para a indústria de jogos. Seus trabalhos já saíram nas revistas Spectrum,  Expose, D’Artiste, e Fantasy Art Now. Publicou em 2004 uma coletânea de seus trabalho chamada “Infernum“. Depois disso, “Eidolon”, “Fragments”, “Relentless”, “Sovereign” e “Archon”.

Angelus

Angelus

The Lair of the Witch

The Lair of the Witch

Avatar of Suffering

Avatar of Suffering

The City of a Thousand Steeples

The City of a Thousand Steeples

Face Death

Face Death

Veja mais trabalhos do artista:

Veja também, minhas postagens anteriores:

P.S.: Você gosta de desenhar? Escrevi um artigo contando um pouco sobre como aprendi e recomendando um curso legal que encontrei na web.

 

 

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