O Castelo das Águias – Ana Lúcia Merege

Título: O Castelo das Águias
Série: Athelgard
Autor: Ana Lúcia Merege
Editora: Draco
Número de Páginas: 192

Mais um livro de fantasia no meu projeto de leitura de autores nacionais. É narrado por Anna de Bryke, uma jovem que aceita ser Mestra de Sagas, algo como uma professora de história, em uma escola de magia que tem como sede um lugar fantástico: O Castelo das Águias.

Conhecemos, aos poucos, a vida num pedacinho de Athelgard do ponto de vista inocente e um pouco inseguro da meio-elfa, Anna. Ela foi criada numa tribo de elfos e possui um padrão cultural bem diferente do existente nas cidades da Terras Férteis. Explorar esse choque cultural é um modo interessante de conhecer a ambientação e construir a personagem.

É um livro de fantasia com ritmo tranquilo e possui um clima leve, se comparado a muitas obras de fantasia medieval onde predominam heróis masculinos, guerras ou missões recheadas de conflito e violência. Essa leveza é justamente o ponto forte desta obra, pois apresenta uma visão mais próxima de atividades cotidianas que muitas vezes são deixadas de fora no caso de outras obras do gênero. Não costumo gostar muito de narração em primeira pessoa, mas a autora o faz com habilidade, dando uma voz autêntica à protagonista.

Retrata a jornada de adaptação e integração da protagonista num novo ambiente, em meio a uma disputa política sobre o “monopólio” da criação de águias guerreiras. É bastante curioso o fato da protagonista não possuir dons mágicos, ou outras capacidades especiais. Sendo assim, enfrenta muitos desafios usando de seu conhecimento histórico e também de alguma intuição, compaixão e sagacidade. Justamente por não ser uma personagem fisicamente poderosa, um aspecto interessante da obra e ver como ela trabalha em conjunto com outros personagens na solução dos problemas.

Sobre o cenário, vemos um tipo de magia bastante curiosa, que leva um pouco de tempo para se revelar. O conhecimento mágico do Mestre das Águias, e de seus discípulos, permite transformar temporariamente as águias em versões mais ferozes e belicosas, e ainda, comandá-las durante conflitos.  Estas águias vem sendo usadas pelas cidades aliadas das Terras Férteis como uma forma de reforçar suas guarnições.

É um livro curto, e que possui uma certa quantidade de personagens e informações sobre o mundo, que acabam ficando um pouco superficiais. Por outro lado, abre-se a oportunidade para conhecer mais sobre esse mundo nas sequências, visto que o belo mapa do mundo foi pouco explorado até então.

O livro continua em: A Ilha dos Ossos e A Fonte Âmbar. Espero ter a chance de lê-los, em breve.

Enfim, é um livro de fantasia com ritmo próprio, com um mergulho profundo na personalidade de sua protagonista, que possui romance, escrito de modo competente e que nos introduz ao mundo mágico de Athelgard.

Já está no mercado há um bom tempo, mas se ainda não o conhece, é uma boa pedida.

Conheça o site da autora:

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O Teatro da Ira (Chamas do Império) – Diego Guerra

Chamas do Império: o Teatro da Ira. São Paulo: Editora Draco, 360 páginas, capa Diggs (o próprio autor) e Camaleão.

“A coragem é o único caminho; o medo o único pecado”

Primeira coisa, uma das coisas me motivou a adquirir esse livro foi a arte de capa. Um trabalho belíssimo do ilustrador Camaleão. Ele saiu de minha fila de leitura, relativamente rápido, pois há muito tempo queria entrar numa série de leituras de livros de fantasia e ficção científica de novos autores brasileiros.

O Teatro da Ira é uma fantasia que segue a linha brutal, lembrando um pouco o tom da trilogia da Primeira Lei de Joe Abercrombie, com uma temática e linguagem adulta. Não se fixa num único protagonista, mas está centrado em torno do mercenário Jhomm Krulgar, um sujeito forte e bruto que vive à sombra de acontecimentos terríveis em sua juventude. Devo dizer que gostei bastante do personagem, o fato de ter sido criado com cães e sua natureza selvagem, lembrando um pouco personagens como Conan.

E até queria que ele estivesse mais presente… A inclusão de um elenco complementar de personagens, dos quais a trama dependia para avançar, chegou a me afastar um pouco da obra, em alguns momentos. A primeira metade do livro é constituída pela apresentação desses personagens, em alguns casos, aparentemente desconexos da trama, mas aos poucos as peças vão se juntando. Do meio até o final, a narrativa ganha um ritmo mais forte, fazendo o leitor querer virar as páginas.

O mundo criado por Diego possui magia, mas ela se manifesta de uma maneira não tradicional. Temos a personagem Thalla, filha de um rico comerciante e capaz de entrar nos sonhos das pessoas, influenciando suas motivações, uma coisa análoga ao que vimos no filme Inception. O outro tipo de magia mostrado é uma espécie de ilusionismo praticada por um mambembe errante chamado Ethron. Dão o nome a esta especialidade de teatro coen, presente na trama, e que acredito ter motivado a escolha do título do livro.

Falando sobre a composição do mundo, sabemos que há um império, mas que este enfrenta dificuldades para manter-se unificado. Há uma guerra ativa em sua fronteira norte, e ameaça de rebeliões nas províncias sulistas. Isto também é de importância para a trama, pois todos os personagens acabam convergindo para a cidade de Illioth, uma importante capital no sul de onde vem uma ameaça de rebelião.

Outro aspecto da construção de mundo, vem da existência de uma raça não-humana, os dhäeni (ou eldani, como eram chamados nas eras passadas). Em relação a estes, o livro discute o tema da escravidão e do que ocorre com um povo que foi escravo por muito tempo após sua abolição. O preconceito que permanece e a própria visão subserviente que possa ter se instalado naquela cultura. Os dhäeni, além de ex-escravos, são mágicos por natureza, realizando magia através de canções. Eles possuem o interessante conceito de unidade com o todo através do canto da Grande Canção. A pessoa que salva a vida de Krulgar, quando jovem, é um dhäeni chamado Khirk. É uma figura interessante, pois cometeu um tipo de crime contra sua cultura e perdeu a sua voz, tornando-se assim, um fahin, um dhäen que não consegue cantar em consonância com a Grande Canção. Há outros personagens dhäen que mostram a relação desumanizada, ainda cultivada pelos humanos em relação aos seres desta raça. O livro tem boas sequências de ação, em especial, algumas batalhas que ocorrem no meio do livro.

Mas deixa algumas pontas soltas, que talvez venham a ser explicadas nas sequências. O autor possui um prosa fluida, no geral, trabalhando bem sequências de ação e diálogo, mas achei que peca um pouco nas sequências descritivas, em especial em aproveitar-se disso para informar o leitor sobre a história e outros aspectos do mundo. Tais informações poderiam ser mais condensadas, ao meu ver, o que deixaria o ritmo de leitura mais fluido e ágil.

Quanto à finalização, acredito ser a melhor parte do livro. O escritor entrega um final convincente, com uma boa reviravolta, deixando o caminho aberto para outras obras. O que gostei, em especial, foi do capítulo do epílogo, no qual constrói uma perspectiva histórica da narrativa e é irônico notar como os historiadores criam uma versão não que não adere aos fatos narrados na estória (usando a forma antiga aqui para diferenciar de história). Já vinha suspeitando, durante a leitura de influências de Bernard Cornwell neste livro e o epílogo ajuda a pensar assim. Será mesmo? Seria uma boa questão para uma possível entrevista com o autor.

O balanço geral é que é um livro de fantasia épica bem construído, com alguns personagens interessantes, uma trama bacana, construção de mundo que evita um pouco os pontos comuns do gênero e que é uma obra notável considerando o cenário do gênero no Brasil. Fica minha recomendação.

Site do autor:
https://chamasdoimperio.wordpress.com/
Twitter:
https://twitter.com/ChamasdoImperio

Ilustração (completa) por Camaleão:
http://camaleao.artstation.com/projects/zNkGZ

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Joe Abercrombie – Mini Biografia, Obras e Entrevistas

Esse é um dos autores de fantasia mais excepcionais que conheci ultimamente. Eu já resenhei aqui, alguns de seus livros. Quando encontro alguém bom assim, fico com muita vontade de compartilhar e divulgar, então resolvi fazer uma pesquisa baseada em várias fontes e entrevistas para falar um pouco mais sobre ele. Então, vamos lá!

Um pouco de sua biografia

Abercrombie nasceu em Lancaster, no condado de Lancashire, noroeste da Inglaterra, mesma região natal de Joseph Delaney (postagem anterior). Nos seus anos de estudante, jogava muito videogame e RPGs de mesa, rolando dados e desenhando mapas de lugares que não existem. Sempre sonhou em conseguir redefinir o gênero de fantasia e assim, começou a escrever uma trilogia épica contando as desventuras do bárbaro Logen Nove Dedos. Mas sua primeira tentativa foi mal sucedida.

Ele mudou-se para Londres para tentar ganhar a vida. Anos depois, em 2002, sentou-se novamente para reescrever as desventuras de Nove Dedos. Desta vez, o resultado foi muito mais interessante.

Completou o primeiro volume O Poder da Espada (The Blade Itself) em 2004. Livro que foi rejeitado por muitas agências literárias da Inglaterra, até que em 2005, foi aceito pela Gillian Redfearn of Gollancz. Um ano depois, foi publicado como primeiro volume da Trilogia da Primeira Lei. Agora, já publicada em mais de treze países.

Em 2008, Joe foi finalista do prêmio John W. Campbell como melhor escritor estreante. No mesmo ano, contribuiu para a série da BBC Worlds of Fantasy ao lado de autores como  Michael Moorcock, Terry Pratchett and China Miéville.

De 2009 a 2011 publicou mais três livros do mundo da Primeira Lei, Best Served Cold, The Heroes e Red Country, todos ainda inéditos no Brasil.

Foi em 2014 que começou a publicar sua nova série, a Trilogia do Mar Despedaçado. Os primeiros dois livros, Meio Rei e Meio Mundo, já foram publicados no Brasil e Meia Guerra, ainda é um lançamento muito aguardado…

Em 2015, venceu o Prêmio Locus na categoria melhor romance Young Adult com Meio Rei.

No Brasil, seis de seus livros foram publicados pela editora Arqueiro.

Obras

Algumas capas nacionais e internacionais da maior parte das obras do autor.

Joe por Joe

Para essa seção, selecionei trechos de diversas entrevistas e bate-papos dos quais o autor participou ao longo dos anos.

Escrita

Você sente que se desenvolveu como autor durante a escrita de seus 5 primeiros livros? Em que mudou/se desenvolveu? Acha que ainda tem o que aprender? (mais…)

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Entrevista com Joseph Delaney, autor da série As Aventuras do Caça-Feitiço

Uma das séries que li e mais gostei ultimamente é a das Aventuras do Caça-Feitiço. Então, veio também o interesse de saber um pouco mais sobre o autor. Encontrei essa aqui no site oficial, que saiu no The Book Collector em 2010.

Qual foi o primeiro livro que gerou um grande impacto em você e colocou-o no caminho para se tornar um autor?

Foi “O Senhor dos Anéis” e me trouxe um gosto verdadeiro pelo gênero de fantasia. Por muitos anos eu fiquei tentando e falhando em ser o próximo Tolkien! Fui rejeitado por editoras por mais de 96 vezes.

Poderia nos contar um pouco sobre sua história. O que você fazia antes de se tornar um autor em tempo integral?

Eu trabalhava como professor, minhas disciplinas eram Inglês, Cinema e Estudos Midiáticos. Antes disso, quando tinha uns vinte anos, trabalhei como engenheiro, quando havia terminado meu papel como aprendiz, assim como Tom Ward na série do Caça-Feitiço.

Como, quando e porque decidiu tornar-se um autor?

Eu leio muito e sempre que lia um livro de que gostava mesmo eu pensava “Eu queria ter escrito isso!”

Seu primeiro livro publicado era de Ficção Científica. Levou muito tempo até conseguir vê-lo materializado?

Meu primeiro livro foi publicado por uma editora pequena e independente. Foi muito legal ser editado, mas as vendas foram relativamente pequenas. Mas foi legal ver meu trabalho disponível em livrarias.

Quando veio a ideia para a série do Caça-Feitiço? (mais…)

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O que o Google consegue nos contar sobre a trajetória de 7 anos de um modesto blog literário?

Agora que (finalmente) estou com um tempo regular na minha agenda para me dedicar ao blog novamente, fiquei pensando em coisas legais para escrever. Uma coisa que me ocorreu foi analisar o que eu já fiz até então, 94 resenhas, 4 biografias de escritores, 2 traduções de entrevistas, etc. E me veio a pergunta. O que escrevi que fez mais sucesso ao longo desses anos? Ah, o super Google Analytics me ajudou a responder essa questão. Aqui está a resposta:

1. Livros 7,83%

Legal, gostei de saber disso e faz sentido, pois um dos meus objetivos com o blog é dar um pouco de visibilidade a eles.

2. Resenha: A Casa dos Muitos Caminhos – Diana Wynne Jones 3.95%

Uau, acho que é um dos livros que mais gostei dos que já resenhei aqui. Vale muito a pena ler essa série que começa com O Castelo Animado.

3. Post: Artistas, Ilustradores e Fantasia 3,38%

Era para ser uma seção… Mas acabou como um único post. Fez sucesso, né? Acho que voltarei a fazer postagens.

4. Entrevista: Alan Dean Foster 1,76%

Essas entrevistas são muito legais e tem várias curiosidades, como por exemplo, o fato de ter sido ele a escrever a novelização original de Star Wars e uma sequência que acabou não virando filme.

5. Resenha: The Broken Sword / A Espada Quebrada – Poul Anderson 1,63%

Esse livro é um dos clássicos da fantasia. Está na lista “must read” que comecei a construir aqui há alguns anos.

6. Postagem interna: O Oráculo Esquecido ficou esquecido mesmo? 1,53%

Nossa, havia mesmo uma grande expectativa dos leitores quanto ao desfecho da saga de Kyle e seus companheiros iniciada em Olhos Negros. Felizmente, consegui terminar e publicar em 2014, dezessete anos depois que comecei a escrever a saga. UFA!

7. Resenha: O Planeta dos Dragões – Jack Vance 1,42%

Um grande exemplo de romance planetário. Muito interessante mesmo!

8. Resenha: O Orador do Mortos de Orson Scott Card 1,35%

Ah, o segundo livro da série O Jogo do Exterminador. Eu curti muito essa série. Tivemos o filme (que como sempre) não ficou a altura do livro.

9. Meu livro (inglês): Keel The Demonslayer. 1,34%

Tive poucas vendas da versão gringa do meu livro. Mas valeu como experimento.

 

Essa coisa de análise de dados é mesmo fascinante. Veja só o que o Google diz sobre os últimos dois anos?

1. Diana Wynne Jones continuou imperando, 5,56%

2. Artistas, ilustradores e fantasia: 4,31%

3. Livros 4,27%

4. Resenha: Shiroma Matadora Ciborgue – Roberto de Sousa Causo 2,61%

Esse livro é uma FC nacional muito bacana. Vale comprar e ler, viu? Inclusive descobri que já resenhei 7 obras do escritor.

5. Resenha: The Way Of Kings – Brandon Sanderson 2,60%

Cara, tô esperando demais a continuação dessa série! Quando será? Oathbringer ainda está em revisão…

7. Olhos Negros vence o Wattys 2015 2,02%

Nossa, fiquei muito feliz com isso. O livro ainda é um ilustre desconhecido, mas está valendo… Aos poucos ele chega lá, kkk.

Caramba, e como o tempo passa. Vamos em frente, modestamente indo a onde a maioria dos blogs já foi e voltou. Daqui uns dez anos vemos de novo como as coisas correram, kkk.

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Homem-Café premiado, projeto da HQ e o fim do inverno

Temos algumas novidades excitantes para compartilhar!

O conto, A Morte do Homem-Café, foi agraciado com o Prêmio Drummond Wattys. Fiquei imensamente feliz por este reconhecimento. Foi tudo tão corrido esses dias que demorei um pouco para escrever um artigo aqui a respeito. Uma coisa legal do prêmio Drummond é que as obras podem ser indicadas por outros autores. Neste sentido, deixo meu sincero agradecimento a RoZaneMartha por ter me indicado!

Para continuar no clima de boas notícias, aqui vem mais duas… Sabe aquela coisa do Game of Thrones de: “O Inverno está chegando…”? Pois é, estou vivendo uma fase de: “O inverno acabou”. É que, depois de 5 anos sonhando com isso, consegui ajustar minha carga horária de trabalho para 6 horas diárias. Isso também está coincidindo com um período que meus filhos estão ficando maiores e mais independentes… O resultado é que agora estou com inéditas 2 a 3 horas por dia para trabalhar nos meus projetos literários e de ilustração.

O primeiro fruto disso é que terminei de escrever,  semana passada, a primeira versão do roteiro de adaptação para quadrinhos do Homem-Café. Estou trabalhando neste projeto com um artista de primeira linha e espero poder contar novidades em breve. O roteiro está bem legal, ainda estamos trabalhando em ajustes, mas posso adiantar que ele vai contar a história do Homem-Café, desde sua origem, de uma maneira bem mais detalhada e rica do que foi possível fazer neste pequeno conto.

Vocês vão poder conhecer mais sobre ele, sua origem, sua família, como recebeu os poderes, sua relação com Coffee-Break e Café com Leite, ver detalhes de suas principais batalhas e até a introdução de alguns vilões e novos personagens. Estou muito animado com o projeto. Em breve, trarei mais notícias.

Um grande abraço e até a próxima!

Ainda não leu o conto? Acesse agora mesmo através do Wattpad:

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Meio Mundo – Joe Abercrombie

No segundo livro da série Mar Despedaçado, Jon Abercrombie renova o elenco de personagens, trazendo dois novo protagonistas, os jovens Thorn Bathu e Brand. O livro tem uma estrutura bem parecida com o primeiro. Yarvi ainda tem um importante papel na trama, mas o foco desse segundo livro se alterna entre a dupla de jovens guerreiros.

Thorn é uma aspirante a guerreira muito durona, que treinou duro e tem como ambição de vingar a morte de seu pai, mas antes disso, se vê acusada injustamente de um assassinato.

Sua vida acaba caindo nas mãos do perspicaz Príncipe Yarvi (já mais maduro do que vimos em Meio Rei), e partem numa jornada em busca de aliados contra o Rei Supremo. Junto com eles segue Brand, um jovem guerreiro que odeia matar. (mais…)

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Eu Sou Grimalkin – Joseph Delaney

Essa é uma novidade na série, pois há uma inversão total de ponto de vista sendo a história contada na visão de Grimalkin, a temível bruxa assassina do clã Malkin. É uma personagem conhecida na série, que apareceu, primeiro como antagonista de Tom Ward e do Caça-Feitiço, mas acabou se tornando uma aliada, pois possuem um terrível inimigo em comum: O Maligno.

A principal virtude dessa história passa pela mudança de protagonista que dá novos ares à série. O autor consegue, com sucesso, estabelecer uma anti-heroína, assassina e que ainda assim, uma vez entrando em seu ponto de vista, consegue cativar a simpatia do leitor.

Os primeiros livros da série são excelentes, mas no decorrer dos demais, sentimos que algo ia se perdendo, talvez, a capacidade de introduzir elementos novos, mas neste novo livro tudo se renova e a série volta a vibrar.

A protagonista é muito bem construída, pois são introduzidos elementos do seu passado, passamos a conhecer melhor seu código de ética, um pouco mais de seus poderes mágicos e há também uma nova personagem, sua aprendiz Thorne. Tudo isso em meio a uma missão dificílima que é enfrentar um grupo de inimigos que querem de volta a cabeça do Maligno, mas que também são fortes o suficiente para torná-la fragilizada. Isto faz com que ela, a despeito de sua força e orgulho, precise buscar aliados para evitar que o Maligno retorne.

Não se trata de um conto à parte da série, mas uma continuação direta dos eventos do livro anterior. E em sua conclusão, deixa o leitor esperando pelos próximos volumes da série.

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Meio Rei – Joe Ambercrombie

Meio Rei

Essa é a segunda série de romances que estou lendo do premiado e competente Joe Ambercrombie. A primeira foi a (ótima) trilogia da Primeira Lei. A trilogia, Mar Despedaçado, está sendo lançada aqui no Brasil, também pela editora Arqueiro.

O primeiro livro da série, Meio Rei, 288 páginas, já mostra que o tom da série é um pouco mais leve alinhado ao público adolescente/jovem adulto, mas ainda com um toque de brutalidade e sarcasmo característico das outras obras do autor.

Há um certo desafio em escrever sobre um livro evitando gerar spoilers. Tentaremos…

 

Meio Rei conta a história de um jovem príncipe que nasceu com uma das mãos inúteis e deformada. Seu destino não era o trono e foi treinado para assumir um posto de conselheiro religioso/político, mas uma reviravolta o coloca como sucessor direto do trono, sendo que muitos em seu reino, onde os reis por tradição precisam mostrar a força de guerreiro, não vêem com bons olhos a ascensão de um rei fraco e aleijado. (mais…)

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Crônicas do Espadachim de Carvão – Tamtul e Magano e a Ameaça de Rumbaba

Essa HQ, spinoff da série de romances, Espadachim de Carvão, de Affonso Solano, narra uma breve aventura da dupla de irmãos Tamtul e Magano. É uma história fechada com 32 página, publicada pela Leya, roteirizada por  L.G. Quélhas desenhada por Zécarlos e L.G. Quélhas.

É uma narração típica do gênero espada e feitiçaria, protagonizada por uma dupla, como nos escritos de Fritz Leiber. Tamtul e Magano são personagens literários em Kurgala, o mundo do Espadachim de Carvão, mas que como vimos em As Pontes de Puzur, não são tão fictícios quanto se imaginava. Tamtul é um espadachim mulherengo e um romântico, enquanto Magano um hábil arqueiro e que confia em suas habilidades. Nesta aventura, penetrarão na Floresta Vermelha, onde enfrentarão um ser ancestral, Rumbaba, no imponente palácio de Guazulum.

Para quem já leu os romances da série, é uma maneira interessante de ver alguns personagens e cenários materializados. É uma HQ bem desenhada e executada, com cenas mais focadas em ação e personagens, do que na construção do cenário. A paleta de cores escolhida dá um tom sombrio o sanguíneo à narrativa fazendo do produto final uma HQ bem legal de se ler e com um bom traço a se apreciar.

Como anunciado em O Espadachim de Carvão, ficamos na torcida e esperando pelo surgimento de mais aventuras dessa dupla. Os títulos são bem sugestivos: Tamtul e Magano contra a ampulheta da Rainha Estátua, Tamtul e Magano contra o terror do abismo vermelho, Tamtul e Magano em busca da torre invertida,  Tamtul e Magano e o elmo do imperador sorridente,  Tamtul e Magano e o elmo do imperador sorridente, Tamtul e Magano contra o gigante de vidro, Tamtul e Magano contra o olho de Pht’Angü, Tamtul e Magano contra o terror do abismo vermelho, Tamtul e Magano e o tesouro da ilha submersa, etc.

É uma HQ de arco curto, mas bem resolvido e que deve agradar aos fãs da série O Espadachim de Carvão.

A HQ está à venda na Amazon e outras lojas.

Na Amazon, também está à venda Olhos Negros, meu romance vencedor do prêmio Wattys 2015.

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