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Tag: RPG

Mapa Mundi da Terra das Nove Luas – Preview

Em tempos de quarentena acabei conseguindo tirar um tempo para dar andamento num projeto que estava caminhando lentamente há anos: fazer uma versão eletrônica do mapa mundi da Terra das Nove Luas. Para quem não sabe é o universo ficcional que criei para uma conjunto de longas campanhas de jogos de RPG e que no fim das contas deu origem a minha série de romances de fantasia: Olhos Negros, Maré Vermelha, Oráculo Esquecido, entre outros.

Aqui vai uma primeira versão… Ainda vou trabalhar em detalhes e acertar algumas coisas antes de chegar na versão final. Mas fiquei tão satisfeito de chegar até aqui que resolvi compartilhar.

Clique na imagem para ver a versão completa.

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Jogos de RPG e criação de personagens – II

Horse Lady

Horse Lady por Damian Cugley. Creative Commons – https://www.flickr.com/photos/pdc/

A criação de personagens nos jogos de RPG é uma parte divertida do jogo em si. Muitas vezes, quando um grupo de pessoas se reúne para um jogo, pode passar uma tarde, ou noite, dedicando-se apenas a criar seus personagens. Acabam apenas jogando num segundo encontro, depois que os personagens já foram criados.

O processo de criação de personagens é um pouco diferente, dependendo do sistema de regras que estão usando. Muitos sistemas são bem diferentes, mas a maioria deles possuem vários pontos em comum. Ter uma ficha de personagem é um deles. O segundo pontos sãos os atributos gerais do personagem, isto é, uma tradução quantitativa de características gerais como força, inteligência, destreza, carisma, vitalidade, aparência física, percepção, etc. Ao quantificar atributos, temos uma ideia do que são capazes de fazer. Por exemplo, alguém pode ter força 10 (normal), ou 18 (excepcional, de halterofilista). Ou destreza 8 (pessoa desastrada) ou 12 (atleta de final de semana).

Somado aos atributos, virão habilidades, conhecimentos, poderes, vantagens e desvantagens possuídas pelos personagens, tais como saber nadar, lutar, fazer magia, usar tecnologia, se tem algum sentido apurado, alguma limitação física, nível social e de riqueza, etc.

Eu tenho uma preferência por sistemas em que o jogador recebe pontos para gastar. Assim,  personagens diferentes tenderão a ser balanceados. Pessoas cujas fraquezas e virtudes de algum modo se contrabalanceiam. Isso é muito válido para a criação de personagens literários. Muitas vezes um personagem é raso ou caricato, justamente por ser perfeito demais, bom em tudo. Os jogos que forçam o jogador a escolher defeitos para o personagem, tendem a criar personagens mais interessantes.

Neste capítulo, vou falar um pouco de atributos e como são descritos em alguns sistemas de jogos diferentes. Tais descrições podem dar ideias ao escritor, sobre como pensar em seus personagens. Um sistema que acho interessante, divide os atributos entre físicos, mentais e sociais.

Destreza – tem a ver com agilidade, coordenação motora, velocidade de reação, etc.

Força – capacidade de carregar, levantar, arremessar objetos, causar dano físico, intimidar, etc.

Vitalidade ou Constituição física – mede a saúde geral, vigor, resistência a dor, fôlego, capacidade de resistir a ferimentos, doenças, venenos, etc.

Inteligência – capacidade intelectual, memória, raciocínio, capacidade de aprendizado, etc.

Percepção – em alguns sistemas é tratado à parte da inteligência, é a capacidade de perceber o ambiente ao seu redor, mesclando-se um pouco com intuição.

Força de vontade – resistência ao estresse psicológico, capacidade de lidar com o medo, interrogatórios, sedução, tortura, auto-confiança, etc.

Carisma / Aparência Física – Capacidade de fascinar os outros, de atrair simpatia, ganhar a confiança de alguém, influenciar os outros, etc.

Empatia – Capacidade de se colocar no lugar dos outros, ganhar sua compreensão e confiança.

Quanto a atributos e sua quantificação, acho que melhor do que utilizar números é entender isso como níveis ou faixas de capacidade. O sistema Storyteller, por exemplo, dos jogos Vamipiro a Máscara, Mago, Lobisomem, etc, usa cinco níveis: Pobre, Médio, Bom, Excepcional e Incrível. Veja um exemplo:

Destreza

Pobre: Você tem mãos de manteiga então não vá usar uma serra elétrica.

Médio: Você pode mastigar um chiclete e andar ao mesmo tempo.

Bom: Possui um bom potencial atlético, em geral.

Excepcional: Você pode fazer malabarismo com cinco facas.

Incrível: Você pode fazer malabarismo com cinco facas e de olhos vendados.

É claro que aqui, meu objetivo não é sair transcrevendo detalhes de todos os manuais de RPG que há por aí, mas sim, dar uma ideia ao escritor de como funcionam essas formas fazer um “raio-x” de personagens de forma a escrevê-los em fichas de personagens. Havendo interesse de conhecer o assunto em maior detalhe, há muitos RPGs no mercado, e muitos deles possuem versões PDF gratuitas. Uma rápida busca na internet por “sistemas de RPG gratuitos” vai dar ao interessado ao menos uma dúzia de opções.

O importante é que todos os sistemas de RPG fornecem ao jogador uma maneira guiada de fazer o raciocínio para criar seus personagens.

Nas próximas partes, vamos ver outros aspectos tais como vantagens e desvantagens, perfis de profissões, raças, poderes, fraquezas, arquétipos de personalidade, objetivos para os personagens, etc.

Para facilitar sua vida, vai aqui uma lista com alguns RPGs gratuitos:

Veja ainda

Participação no Fantasy Festival

O evento foi muito bacana, sem dúvida o com mais diversidade de atividades até então em Belo Horizonte. A organização estava muito boa e muita gente participou. Fizemos alguma divulgação do Multiversos, porém mais modesta do que no EIRPG.

Encontrei alguns colegas de RPG que não via a muito tempo e tive retorno positivos de algumas pessoas que estão lendo o Olhos Negros. Esse retorno positivo, para mim, já pagou o evento.

Participei, como principiante, do torneio de D&D Minis. Foram 13 participantes e fiquei na nona posição. Apesar de não ser jogador usual, achei legal participar do torneio…

Alguns contatos interessantes e um pouco de diversão para variar. Valeu!

Ida ao XV EIRPG

Primeiro ficam meus parabéns para os organizadores do evento. Este ano estava de fato bastante completo, com muitos stands bacanas, torneios, palestras, mostras, etc. Tudo muito bem organizado e funcional.

Além disso, a grande surpresa foi a Fantastion 2007. Evento paralelo que rolou no qual participei bastante.

Participei da oficina, O que é literatura fantástica, com escritora Rosana Rios. Fiquei pessoalmente impressionado com a palestrante que fez uma exposição clara e linear a respeitor do tema proposto. Ainda tivemos de bônus um divertido jogo de criação literária. Nosso grupo ficou o desafio de juntar um Klingon e uma sereia, numa aventura no Condado… O resultado foi surpreendente.

Depois tive a chance de bicar o encontro presencial do GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica). O encontro coordenado pela mesma, Rosana Rios, foi bastante proveitoso. Fizemos um estudo sobre os limites entre a realidade e magia baseado em um trecho da obra de Terry Pratchett. Depois desta bicada, fomos convidados a participar no grupo. Passei a integrá-lo a partir de hoje e estou animado com as possibilidades.

Assisti também a palestra: A herança sobrenatura: do gótico à ficção científica por Adriana Amaral.

Neste dia ainda assisti ao divertido filme Gamers.

No dia seguinte ouvir o bate papo entre os editores Douglas Quinta Reis (Devir), Adriano Fromer Piazzi (Aleph) e Giulia Moon (Scarium) foi muito instrutivo. Ajudou a entender melhor algumas relações do mercado editorial, no qual ainda estou engatinhando.

Após a palestra, Dragões: Mitou ou Realidade?, assisti a mesa-redonda: Como transformar uma idéia em uma boa história. Foi muito bom! Os debatedores e escritores, André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon foram fantásticos. Para mim, fecharam o evento com chave de ouro.

Em resumo: ótima organização e programação. Só lamento não ter tido a chance de ver tudo. Havia muitas coisas simultâneas e interessantes que forçavam uma escolha.

E se você nunca foi a um Encontro Internacional de RPG, fica minha dica: não perca o próximo!

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