Paradigmas 4 da Tarja Editorial reúne em 120 páginas contos dos autores: Georgette Silen, Ronaldo Luiz Souza, Leonardo Pezzella Vieira, Ana Lúcia Merege, Marcelo Jacinto Ribeiro, Roberta Nunes, Adriana Rodrigues, Carlos Abreu, M. D. Amado, Rober Pinheiro, Sandro Côdax, Richard Diegues e Fábio Fernandes.Tag: resenhas Page 20 of 22
Paradigmas 4 da Tarja Editorial reúne em 120 páginas contos dos autores: Georgette Silen, Ronaldo Luiz Souza, Leonardo Pezzella Vieira, Ana Lúcia Merege, Marcelo Jacinto Ribeiro, Roberta Nunes, Adriana Rodrigues, Carlos Abreu, M. D. Amado, Rober Pinheiro, Sandro Côdax, Richard Diegues e Fábio Fernandes.
Estamos vivendo na era da produção desenfreada de conteúdo. Muito é publicado, usamos ferramentas para lidar com isso, rss, google reader, seguir blogs, etc. Mas acaba que alguma coisa sempre passa batido. A idéia do Radar Multiversos é dar uma segunda chance de ver alguma coisa que rolou, principalmente nos blogs de literatura, filtrando resenhas e estrevistas relacionadas à literatura fantástica. Vamos começar com revisões mensais, mas conforme o ritmo podemos mudar isto para quinzenal ou semanal.
Bem, vamos lá… O que rolou que chamou nossa atenção em março:
No Blog da Flávia Côrtes foi divulgada a antologia digital “O Mal Bate à sua Porta”, contendo o conto da autora, “Quiromancia”. – http://bit.ly/h2ki0r
Algumas coisas que chamaram a atenção nas publicações de Roberto de Sousa Causo no Terra Magazine:
Resenha de A Situação (The Situation), Jeff VanderMeer. (Tarja Editorial)
Os responsáveis pela Tarja Editorial escolherem este livro do americano Jeff VanderMeer para iniciar sua transição de um catálogo composto exclusivamente de autores brasileiros, para o de uma editora que também traduz obras significativas do exterior. Leia mais: http://bit.ly/e3eg8h
Entrevista com Marcello Simão Branco, co-criador do Anuário Brasileiro de Ficção Científica – http://bit.ly/g5EGHk
A última edição do Drops, de 26 de Março com muitas dicas relevantes – http://bit.ly/g1pU3b Destacamos: O Lançamento da antologia Assembléia Estelar: Histórias de Ficção Científica Política e da a antologia Sobrenatural, de Ademir Pascale, os Indicados para o Prêmio Nebula 2010, o site renovado do ilustrador Vagner Vargas, entre outros.
Do blog, Minha Estante, selecionamos a resenha do livro, Fuga de Rigel de Diogo de Souza – http://bit.ly/fjvnLA
Do blog, Literatura de Cabeça, selecionamos as resenhas::
O Elemental, Vanessa Bosso – http://bit.ly/gnCO6Q
Dragões de Éter – Caçadores de Bruxa, Raphael Draccon – http://bit.ly/ftk1YR
Dragões de Éter – Corações de Neve, Raphael Draccon – http://bit.ly/eWdmll
Anacrônicas – Pequenos Contos Mágicos, Ana Cristina Rodrigues – http://bit.ly/hpKwyD
Para Ler Romances com um Especilista, Thomas C. Foster – http://bit.ly/e0neG4
Entrevista com, Simone Marques – http://bit.ly/fDj3Ju
No Blablabla alteatório:
O Segredo da Guerra, Estus Daheri – http://bit.ly/fwi3Si
Lendo e comendo:
Draco-Saga, o despertar, Fábio Guolo – http://bit.ly/g2HW5F
Conversando com Dragões:
Neerack – O Segredo de Kalina, Allysson de Matos – http://bit.ly/g2iURD
Artigo bacana na Arena Fantástica: Fontes de Inspiração na LitFan Brasileira – http://bit.ly/gqdvuF e a Resenha de Extraneus 1, da Estronho – http://bit.ly/fbU40k
(logo mais resenha aqui na Multiversos também)
Outra resenha de Draco-Saga, o despertar – na Rkbooks – http://bit.ly/fb0ByW
Na Taberna dos Vikings, uma entrevista super legal com a Cris Lasaitis – http://bit.ly/eqfxJG
Na livros em série:
Crônicas de Senhores de Castelo, G. Brasman & G. Norris – http://bit.ly/dH3nRb
Como Quebrar a Maldição de um Dragão, Cressida Cowell – http://bit.ly/hA7ZQE
O Princípio do Fim, Manuel Loureiro – http://bit.ly/hwGiFu
No Leitura Escrita, Duplo Fantasia Heróica: O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara/A Travessia – Christopher Kastensmidt/ Roberto de Sousa Causo – http://bit.ly/eGlo9R
Bem, começamos a exploração dos multiversos em multiblogs… Nos vemos no próximo Zoom!
A Saga de Tajarê: Livro 1
Editora: Devir
Páginas: 120
Ano: 2004
O livro narra a jornada do índio Tajarê, da Aldeia do Coração da Terra, que é convocado pelas forças mágicas da Terra como seu campeão para cumprir seus desígnios. A Tajarê não agrada cumprir o destino que lhe é apontado, lhe desagradam as mortes e o combate, mesmo assim, o chamado é forte e quase irresistível. O livro reune quatro partes narrativas, algumas das quais foram publicadas separadamente como contos na revista Dragão Brasil. Em A Sombra dos Homens, Tajarê e os seres da Amazônia mítica do século XI encontram-se com uma expedição de vikings vindos da Islândia chefiada pela sacerdotisa Sjala.
Nesta terra fantástica estão presentes criaturas do folclore brasileiro tais como os Uauiaras, botos que assumem forma de gente, antigos Guaranguás (peixes-boi) entre outros. Também se fazem presentes as Icamiabas, mulheres-sem-homem, as amazonas que se instalaram na região após o cataclisma que varreu do mapa a Atlântida. É do confronto de forças antagônicas e fusão de distintas mitologias que a narrativa se forma.
A idéia de resgatar e trabalhar possibilidades contidas num contexto de mitos brasileiros e não cair na “mesmice” de recorrer a referências estrangeiras tais como elfos, dragões, lobisomens e vampiros é louvável. Há muito potencial de desenvolvimento narrativas de literatura fantástica elementos do folclore brasileiro, ou mesmo da proto-nação brasileira. A obra leva o leitor a um ambiente que recria uma espécie de mitologia brasileira, na realidade, dos povos indígenas que viviam no Brasil antes de seu descobrimento (e da formação da identidade da nação brasileira). Nesta linha o autor buscou incutir na linguagem utilizada trejeitos próprios de uma comunicação aproximada de linguagem indígena. Confesso que me falta conhecimento para atestar se é apropriada a forma pela qual o autor distorce o uso do português para aproximar de uma forma narrativa indígena. O efeito é curioso, mas trouxe consigo uma desvantagem que foi dificultar o entendimento da narrativa e, em alguns casos, torná-la um pouco enfadonha devido à repetição excessiva dos nomes dos personagens como forma universal de referência e tratamento. Outro aspecto negativo é a concatenação dos segmentos da história. Parece que como foram constituídos como contos separados, a junção das partes não cria um todo com continuidade fluida.
O livro tem também um interessante artigo por Bráulio Tavares intitulado: O herói e a sombra dos homens. Este procura situar a obra do autor e no contexto da literatura fantástica. Talvez, numa próxima edição, o artigo estivesse mais bem situado após a narrativa, na forma de apêndice (spoilers).
O balanço final é que é um livro um pouco difícil de digerir, apesar de ser curto. É corajoso no sentido de explorar uma temática pouco explorada por nossos autores de literatura fantástica. É um apontador de caminhos para que mais autores se desafiem a criar histórias fantásticas que escapem dos moldes de mitologias estrangeiras que muitas vezes tem pouca ou nenhuma relação com nossa identidade. Ainda há muito que explorar no fantástico e folclore brasileiro, em especial, neste subgênero de “capa e espada” (sword and sorcery) ou como o próprio autor chamou em seu fanzine, Borduna e Feitiçaria.

Estas não são questões respondidas, mas algo em que a autora nos convida a pensar, e, neste ponto, surge algo positivo desta saga. Poderia ser apenas
uma aventura em terras fantásticas, cheia de confrontos envolvendo criaturas fantásticas e estranhas raças, mas não. São histórias de personagens que vivem sob conflito e de alguma forma procuram por sentido em suas vidas, agarrando-se a ele ou sacrificando-se para conquistá-lo.
Tolkien, George R. R. Martin e Michael Moorcock, mas certamente ajuda a compor o gênero com seus personagens interessantes, alguns irritantes e outros memoráveis.
Não é o primeiro, nem último livro que leio da excelente escritora britânica Diana Wynne Jones. Autora de mais de 40 livros, em sua maioria, literatura infanto juvenil, Diana é mestre do gênero e suas obras cheias de personagens, mundos e circunstâncias interessantes. Entre seus romances, temos editados no Brasil: O Castelo Animado (Howl’s Moving Castle) que inspirou o filme de Hayao Miyazaki. Também editado pela Galera (Record) sua sequência: O Castelo no Ar. Títulos instigantes como The Dark Lord of Derkholm e a série, Mundos de Crestomanci estão entre meus livros favoritos.
Aliás cabe um parêntese, como é rico o coletivo de escritores de fantasia Britânicos: Tolkien, Michael Moorcock, C.S. Lewis, Neil Gaiman, Brian Talbot, Lewis Carroll, J. K. Rowling, entre outros.
Os livros da série Crestomanci, são mais ou menos independentes entre si. Trazem em comum a figura do Mago Crestomanci, que é o feiticeiro mais poderoso de um conjunto de mundos infinitos e responsável por governar a magia, ao menos, até onde lhe é possível.
A Semana dos Bruxos (original de 1982) conta a história de uma dúzia de crianças, a maioria órfãs, que estudam num colégio interno chamado Larwood. Neste mundo, a magia é proibida e qualquer um que seja identificado como bruxo é condenado à morte e vai para a fogueira. O problema é que os alunos do Internato de Larwood, em sua maioria, são filhos de bruxos, e assim, há grandes chances também de se tornarem bruxos.
O livro começa quando um dos professores da turma recebe um bilhete anônimo com a seguinte acusação: Um dos alunos da turma 2Y é bruxo. Depois disso, evidências de que bruxaria se manifesta no internato começam a aparecer e o clima entre alunos e professores fica tenso. Diversas situações pitorescas e divertidas em que a magia está envolvida se desenrolam com os alunos e professores.
A situação fica cada vez mais complicada, com o envolvimento de policiais a ameaça dos inquisidores e intrigas entre os alunos até que Cretomanci entra em cena. É um livro muito divertido, com confusões típicas de uma escola, mas também com elementos de magia e fantasia. Um dos pontos positivos do livro é justamente o desfecho, muito interessante e criativo.
