
Depois de muitos anos da publicação da história A Filha do Predador (1999 – Editora Writers), chegou sua sequência, trazendo mais um capítulo para as “Tramas de Ahapooka”. Neste estranho “planeta-armadilha”, naves de várias espécies são atraídas e acabam naufragando, sem depois conseguir escapar. Com o passar dos séculos, várias cidades e estados se estabelecem ali. O Predadores, são expoentes da atividade econômicas que se dedica a coletar materiais úteis dos frequentes naufrágios interestelares.
Voltamos a encontrar Clara, seu pai e o curioso alienígena John Smith numa expedição para conduzir um casal olduvaico recém-chegado até Rhea. Pandora e Talleyrand vêm de uma civilização humana avançada — a mesma dos avós de Clara — e chegam a Ahapooka na nave Penny Lane.
Depois do encontro inicial, começa a jornada para superar os perigos do planeta, em especial aqueles que encontrarão ao cruzar a temida Floresta Louca.
Trata-se de mais uma aventura em que o leitor é confrontado com o não familiar e com o estranhamento frequentemente presentes nas obras de Gerson Lodi-Ribeiro — aquilo que os leitores de ficção científica anglófonos costumam chamar de sense of wonder.
Nesta jornada, para Clara, além de enfrentar perigos, também se desenrola um processo de descoberta sobre sua própria natureza e suas origens. Aqui também reencontramos Spartacus e Europa, os avós da protagonista citados na história anterior e considerados em Rhea como grandes heróis.
Se o leitor já leu e apreciou A Filha do Predador, certamente vai gostar de A Neta da Estadista. Uma curiosidade adicional é que o romance A Guardiã da Memória (2015 – Editora Draco) também traz Clara como protagonista, já adulta e vivendo aventuras ainda mais complexas.
Assim, a nova história amplia o universo ficcional das “Tramas de Ahapooka” e reforça o talento do autor em criar cenários de ficção científica imaginativos, com foco no relacionamento entre personagens.
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