O Espadachim de Carvão e as pontes de Puzur – Affonso Solano

É o segundo livro da série de fantasia “Espadachim de Carvão”. Neste segundo livro, a narrativa toma duas direções. Continuamos, no presente, a seguir Adapak, que viaja na companhia de Sirara buscando sentido para sua existência. Enquanto isso, no passado, o leitor é introduzido a um novo personagem, Puzur, um ladrão ushariani (humanoides de pele semi-transparente e três braços e três pernas) ainda reconhecido no presente na forma de lendas e narrativas. A ênfase narrativa no livro está no passado, sendo que os capítulos com Adapak cumprem papel acessório à narrativa de Puzur. Ou seja, o arco dramático de Adapak é pequeno, enquanto o de Puzur é mais longo e complexo. É bom o leitor estar avisado sobre isso, pois poderia, em alguns casos ser uma fonte de desapontamento.

Uma das características interessantes dessa série é sua complexa e criativa ambientação. Kurgala é um mundo bem diferente do que costumamos ver em outras obras de fantasia. Nele, seres que são reverenciados como deuses, Os Quatro, exercem grande influência na forma de pensar e religiões dos povos. O escritor expande essa ambientação, mostrando fatos ocorridos no passado, oferece mais informações sobre as relíquias Dinguirï, introduz o conceito de feiticeiros e apresentando novas raças, Vale notar que são muitas e complexas as raças e suas relações, e que isso pode ser um obstáculo de compreensão para o leitor. Felizmente há um número suficientes de personagens humanos para melhor ancorar nossa experiência de leitura.

A jornada de Puzur e sua companheira humana involuntária, Laudiara é interessante. Há uma boa química entre eles. São ambos personagens novos e que são um mistério um para o outro. Um dos pontos fortes do livro é a maneira gradual que o leitor vai conhecendo o passado, motivações e caráter desta dupla. Eles também têm que aprender a conviver e meio a situações tensas e talvez, e por fim, desenvolver inimizade ou amizade conforme o avanço da trama.

É um livro de aventuras um pouco denso, recheado de confrontos, trapaças, ambientes fantásticos, criaturas estranhas e algumas temas. Um dos temas interessantes que aparecem na trama é o da colonização/extinção de uma raça por meio de outra. Algo que ocorre no livro de modo literal (uma raça é colonizada por parasitas), mas que é um tema que dialoga com a colonização cultural e mesmo o extermínio de culturas através de choques entre civilizações. O outro tema é o extremismo religioso. A presença desses temas traz um enriquecimento à obra fazendo-a transcender o aspecto restrito de uma narrativa de aventuras.

Vale destacar também as pequenas ilustrações que precedem cada capítulo assim como as citações (instigantes), internas ao próprio universo criado pelo autor. Para quem ficou curioso para um desenvolvimento maior do personagem Adapak, vai ter que aguardar a continuação da série. O livro termina dando indicações fortes de que veremos Adapak novamente como protagonista no próximo livro da série.

Enfim, acho que vale conhecer o livro, pois é aventura diferente, com mitologia própria, ação, mistério e narrativa contemporânea dentro do gênero de fantasia que esbarra no romance planetário.

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Herdeiros de Kamanesh

Herdeiros de KamaneshO mais novo livro do universo da Terra das Nove Luas está sendo publicado no Wattpad.

Foi muito divertido escrever esse novo romance. Se passa cercade 20 anos depois de Oráculo Esquecido, mas não requer a leitura dos livros anteriores.

Os personagens centrais são:

Príncipe Edwain, um rapaz de 14 anos, ainda inseguro e herdeiro do trono. Neto do Rei Dwain, o primeiro rei de Kamanesh.

A Capitã, certamente a mais forte guerreira do reino. Ela é muito durona, mas também tem um lado frágil. Sempre anda o rosto coberto e possuiu um passado envolto em mistério.

Monge Yaren – um jovem iluminado, mas incompreendido pelos velhos e novos segmentos da Real Santa Igreja.

Em torno desse trio surgirá um elenco de personagens de suporte que espero que cative o leitor tanto quanto os protagonistas.

Leia a sinopse:

Cerca de vinte anos após a abertura de um novo elo para as dimensões abissais, e da liberação da praga de mortos-vivos sobre o reino de Lacoresh, um novo reino ainda frágil, Kamanesh, tenta se erguer das cinzas do antigo império. O jovem príncipe Edwain, tem a sucessão ao trono ameaçada por ataques de hordas de demônios, ao mesmo tempo em que crescem pressões políticas internas e conflitos com os reinos vizinhos. Edwain terá que contar com a força extraordinária da misteriosa Capitã da guarda real, Os Blackwings, constituída de cavaleiros polivalentes treinados em magia, sagrados ofícios e poderes mentais. Com o mal crescendo e apertando suas garras em torno dos cidadãos, a esperança de Kamanesh também é depositada no incompreendido monge Yaren, um revolucionário religioso que tem diante de si o desafio de reconstruir a religião lacoresa que quase ruiu após o fim do domínio dos necromantes.

Seja bem-vindo de volta à Terra das Nove Luas para esta nova aventura! Desvende as intrigas, sobreviva a batalhas contra novos inimigos e terríveis vilões. Conheça novos heróis que emergem da Academia de Clyderesh, uma escola onde os melhores são desafiados a aprender a combater, fazer magia, usar poderes clericais, a controlar as misteriosas energias do Jii. É a aguardada continuação de uma das mais complexas e dinâmicas sagas da fantasia nacional, a Trilogia do Novo Elo: Olhos Negros (Vencedor do Wattys 2015), Maré Vermelha e Oráculo Esquecido.

Se interessou? Leia aqui.

Selva Brasil – Roberto de Sousa Causo

Selva Brasil

Imagine o que aconteceria se a história do Brasil fosse um pouco diferente do que é. Se o presidente Jânio Quadros tivesse comandado, com apoio a Argentina, uma invasão das Guianas. Quais poderiam ser as consequências?

É um pouco disso que o autor Roberto de Sousa Causo explora no livro Selva Brasil. Nele, vemos uma versão alternativa do próprio autor, atuando como soldado na guerrilha em meio à selva amazônica. O relato do personagem chega ao nosso mundo através de uma gravação, uma premissa semelhante à da série de livros de Michael Moorcock protagonizada por Oswald Bastable, na qual um personagem envia um relato de suas experiências vividas numa outra dimensão e um escritor que as publica.

Glória Sombria – Roberto de Sousa Causo

Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador (Editora Devir Livraria, selo Pulsar), 176 páginas, é um livro de ficção científica ambientado no século XXV, num futuro em que a raça humana está em expansão, colonizando mundos em zonas relativamente próximas à Terra e com forte influência de corporações no cenário político de pano de fundo.

Neste contexto, vamos conhecer o protagonista, Jonas Peregrino, um jovem militar de ascendência brasileira. Ele é selecionado a dedo para integrar e comandar uma nova unidade militar secreta que objetiva atuar na guerra contra os Tadais, alienígenas que são apenas conhecidos por sua frota de naves de combate automatizadas.

Apesar de haver uma guerra em curso, vê-se que o universo ficcional imaginado por Causo, o mesmo de Shiroma, Matadora Ciborgue, é um ambiente com muita intriga e política. A própria criação dos Jaguares, a unidade militar do protagonista, é uma jogada com implicações políticas por parte do Almirante Túlio Ferreira. Ele decide romper a inércia dos protocolos militares a fim de alcançar resultados significativos na campanha militar indo contra a corrupção e burocracia vigentes em sua época.

O mapa de Delora – Os Óculos Indesejados de Ilya Gregorvich

Redesenhei recentemente o mapa de Delora, o mundo onde se passa a série de romances “Crônicas Delorianas”.

Aqui está o mapa:
delora

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